2017/08/04

A pecadora

 Texto: Lucas 7.36-50

Boa noite irmãos, graça e paz...

Queridos esse texto tem gandes ensinamentos pra cada um de nós nessa noite. E tenho a certeza que Deus vai falar ao seu coração amém!!!

O livro de Lucas narra acontecimentos que ocorrerão na casa de um certo homem chamado simão, um farizeu, que convidou Jesus para um jantar em sua casa, a biblia não diz, mas historiadores localiza essa casa na cidade de Naim. Uma vila, aproximadamente quatro quilômetros ao sul do Monte Hermon. Porque eles acham isso? porque o versiculo 11 deste capitulo Jesus se dirigio a esta cidade e ressussitou o filho da viuva. Logo depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com ele iam os seus discípulos e uma grande multidão. Lucas 7:11

 Jesus prontamente aceitou o convite. Este fato é muito curioso, pois havia uma disparidade enorme entre Jesus e os fariseus. Estes ficavam profundamente escandalizados com as atitudes do Mestre. Jesus andava com pecadores, comia com publicanos, conversava com prostitutas, tocava em leprosos e tinha fama de comilão e bebedor de vinho. Isto para não mencionar as curas e trabalhos nos sábados entre outras tantas "transgressões"...

Jesus fazia tudo isto de fato. E justamente por isso batia de frente com as tradições, o zelo doentio e as interpretações legalistas dos fariseus. Estes ficavam profundamente incomodados com seus atos e palavras. a pergunta que não quer calar é: Qual era, então, a intenção de Simão abrir as portas de sua casa e compartilhar a intimidade de sua mesa com este homem tão polêmico? você pode tirar a sua conclusão no decorrer...

E estando a mesa em um dado momento uma mulher cujo o nome não sabemos, mas é referida pelo texto como Pecadora, uma mulher de má fama entra na casa de simão e toca em Jesus e quebra um vaso de alabrasto e ungi os pé de Jesus...

Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma 'pecadora', trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Lucas 7:37-39

Eu fiquei pensando como essa mulher entrou nesta casa? ela não foi convidada otexto não diz. será que o portão estava aberto, será que ela pulou o muro... Imagine você querido irmão, convida o pastor Marcelo para aquele churrasco maravilhoso (fica a dica) e estamos a mesa quando derrepente entra alguém e vai direto pro seu convidado e fica ali mexendo com ele...

Acontece que os fariseus ricos eram dados a prestar assistência aos mendigos, e não evitavam a publicidade dada à sua filantropia. Algumas vezes faziam até soar as trombetas, quando estavam para conceder alguma caridade a algum mendigo.

Era costume desses fariseus, ao oferecerem banquetes para convidados distintos, deixarem abertas as portas da casa, para que até mesmo os mendigos das ruas pudessem entrar e, permanecendo perto das paredes da sala, atrás dos sofás dos que se banqueteavam, ficavam em posição de receber as porções de comida que lhes era lançada pelos convidados. acredito que isso explicaria essa mulher estar presente neste ambiente.

Este relato é muito rico em lições pra cada um de nós mas antes penso ser importante conhecermos os personagens deste cena.

 Fariseu

O título "fariseu" dizia muito àquela sociedade. Um fariseu era extremamente zeloso quanto o cumprimento da Lei e conhecia muito bem a Torah. Ele tinha uma vida social estável, pertencia a elite religiosa local, tinha influência. Aos seus próprios olhos, eram justo.

Simão, como muitos outros fariseus, sofriam do mesmo o problema básico: falta de vivacidade espiritual. Embora fossem autoridades religiosas, não tinham vida espiritual.

 Religiosidade nada tem a ver com espiritualidade. Aliás, religiosidade mata espiritualidade. Simão era indiferente às necessidades e sentimentos alheios. O religioso geralmente é egoísta; ama o comodismo; não demonstra nenhum amor e nenhuma preocupação por pessoas não salvas. Sua fé não tem alegria. Fala muito, mas é estéril. Suas orações são longas e bem elaboradas, mas carentes de piedade.

Vocês lembram da pergunta que não quer calar é: Qual era, então, a intenção de Simão abrir as portas de sua casa e compartilhar a intimidade de sua mesa com Jesus?

Era uma honra insigne, e uma imensa graça, receber em sua casa um grande profeta, mais ainda tratando-se de um taumaturgo que até já havia operado uma ressurreição, a da filha de Jairo (5). Simão convida Jesus de Nazaré e o recebe em meio a outros tantos fariseus. Qual seu objetivo?

Enganar-se-ia redondamente quem julgasse estar na raiz dos anseios de Simão alguma causa piedosa ou a admiração. O jantar constituiria uma excelente ocasião para ele e os demais fariseus observarem bem de perto esse personagem, já então muito comentado e discutido nas rodas da elevada esfera religiosa. Seriam verdadeiras as notícias espalhadas pelo povo a seu respeito? Era essa a preocupação de todos.

Existiam certas regras sociais que deviam ser observadas em Israel. Hospitalidade era levada a sério pelo judeu. Ser hospitaleiro era uma obrigação para este povo, pois a lei dizia:

 Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.  Lv 19:34 e Dt 10:19

No Oriente Médio "quando um hóspede é convidado a ir à casa de alguém, espera que sejam oferecidas as costumeiras gentilezas da hospitalidade. Quando o hóspede é um Rabi o dever de oferecer hospitalidade em sua forma mais refinada é bem reconhecido. Mas Simão convidou Jesus a ir à sua casa, e começou a violar todas as regras de hospitalidade".

Naquele tempo quando se chamava alguém para um jantar em sua casa não era simplesmente uma refeição para "bater um papo", mas, sim um jantar considerado de "gala". Geralmente as mesas eram divãs (Iguais as nossas porem mais baixas) ao qual se assentavam em poltronas onde viriam a se inclinar.

Ficavam nelas quase deitados, esses divãs eram posto em locais de destaques da casa como varandas e pátios aonde ficavam de fácil acesso e visão das pessoas que passavam por perto da casa pois o jantar era aberto ao público.

Também ao convidado chegar-se eram realizados atos litúrgicos como sinônimo de uma boa hospitalidade, a primeira coisa que se fazia era mandar o seu servo lavar os pés do convidado. A região da palestina naquela época era composta por muita areia e terra sendo assim quando um viajante passava por estas regiões seus pés facilmente ficavam sujos. Isto simbolizava uma boa hospitalidade.

Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés. Lucas 7:44

Em seguida o que convidou ia até ele e o dava um osculo santo (beijo na testa), simbolizando "Boas-vindas" Você não me saudou com um beijo. Lucas 7:45 e, para finalizar, ungia a sua cabeça com azeite simbolizando respeito. Você não ungiu a minha cabeça com óleo. Lucas 7:46 em nenhum momento a Bíblia nos diz que Simão foi hospitaleiro com Ele, ou se quer o recepcionou de forma digna. Isto nos comprova que realmente aquele homem o havia chamado para o testar.

Simão não admira seu convidado, muito pelo contrário, tem-Lhe antipatia. Seu juízo a respeito d'Ele já é categórico em seu subconsciente, e está ansioso por encontrar fatos que dêem solidez à sentença pronta a ser formulada. Ele já conhece Jesus, mas sem em nada fazer uso da virtude da fé para analisá-Lo e sem a menor estima por Ele, desde a primeira notícia que lhe chegou a respeito do Mestre.

Sendo fariseu, Simão sabia de suas obrigações sociais para com seu hóspede, mas certamente contemporizava: Ele não é estrangeiro, então estou desobrigado de cumprir a Lei e posso abrir mão da minha "boa educação" que não estarei pecando. É assim que um fariseu pensa. Ele vive entre duas enormes muralhas: pode / não pode. Não conseguem ir além, ultrapassar estes limites.

Jesus conhecia bem o coração empedernecido dos fariseus, e por isso ele denunciava: Raça de víboras, vocês torcem a Lei para lhes favorecer (Mc 7.10-13).

Foi nesta ocasião que uma mulher de má fama entra e tocaem Jesus. Rapidamente Simão analisa a situação, julga e condena os dois em seu coração:  Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: "Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma 'pecadora' ". v39

"Esta situação é inaceitável! Além do mais, este Jesus não é um homem de Deus, senão ele saberia quem é esta mulher..."

A mente de um fariseu é engessada e seca como uma múmia. Simão jamais conseguiu compreender o princípio fundamental da Lei: Amar a Deus e ao próximo. E foi isto que Jesus veio mostrar e demonstrar ao mundo.

Simão não conhecia palavras como amor, atenção, tolerância e perdão. Pessoas como ele só conhecem palavras como lei, transgressão, julgamento e condenação. E exclusão! Um fariseu não sabe o que é ser livre. Quando ouvem a palavra liberdade, logo associam com "pecar", nunca com "amar". Liberdade para pecar chama-se libertinagem. É o que o mundo oferece, o que todo mundo procura.

A liberdade que aquela mulher experimentou, de se achegar a Cristo, beijá-lo, ungi-lo, molhar seus pés com suas lágrimas e enxugar com seus cabelos é uma liberdade que jamais seria entendida por Simão, tão absurda que ele possa achar. Mas esta é a liberdade que Cristo nos oferece. Não liberdade para pecar, mas liberdade para amar a Deus, amar o próximo, louvar, adorar e servir.

A pecadora

A cidade de Naim e sua circunvizinhança era acostumada chamar de pecadora aquelas que eram prostitutas. O texto em nenhum momento dirá qual é o pecado cometido por aquela mulher más dentro de um contexto histórico o mais possível era que ela fosse uma prostituta.

Dentro desta base era comum as prostitutas daquela época usarem um colar ao qual era perfumado com unguento (que tem o valor de 300 dias de trabalho) pois este colar facilitava ao chamar a atenção dos homens que passavam por perto delas despertando assim o desejo de cometer o pecado.

Existe algumas especulações sobre essa mulher, não esta na biblia e também não são fatos históricos, alguns comentaristas dizem que essa mulher de reputação duvidosa, tinha recentemente tornado-se uma crente das boas-novas do evangelho do Reino.

Essa mulher era bem conhecida em toda Jerusalém como sendo a antiga dona de um dos chamados bordéis de alta classe, localizado bem perto da praça dos gentios no templo. Tinha ela, ao aceitar os ensinamentos de Jesus, fechado o seu local de negócios e havia induzido a maioria das mulheres ligadas a ela a aceitarem o evangelho e a mudarem os seus meios de vida; não obstante isso, os fariseus ainda mantinham por ela um grande desdém, e ela era obrigada a usar os seus cabelos soltos para baixo – o que era um estigma da prostituição.

Tanto a narrativa do Senhor Jesus a respeito do credor nos versículos 41-42, como no versículo 48 induzem a crer que aquela mulher de alguma forma já havia antes de chegar naquele jantar aceitado a Jesus como único e suficiente salvador, tanto que no Versículo 48 quando Jesus diz:" os teus pecados te são perdoados" (Almeida Corrigida).

No grego original ali a melhor tradução seria "os teus pecados já foram perdoados" nos mostrando que não havia ocorrido a remissão naquele momento más sim em outra ocasião, mas, então o que uma mulher que já havia sido remida e salva ia fazer naquela casa? Simples, ela foi fazer aquilo que Deus procura em seus servos, ela foi adorar o Todo Poderoso (João 4.23-24).

As mesas de refeição daqueles tempos costumavam ser em forma de um longo "u". O anfitrião e o principal convidado sentavam-se lado a lado, bem ao centro. Nessas ocasiões, as mulheres eram excluídas dos salões. Portanto, a entrada de uma dama naquele recinto, mesmo sendo de alta reputação, chocaria fortemente todos os convidados; mais ainda se fosse ela conhecida por seus maus costumes. Foi o que se passou.

A mulher amava a Jesus acima de tudo, não teve medo do que iria enfrentar por sua fé. Diz I João 4:18 " O verdadeiro amor lança fora todo o medo", ela não teve medo de entrar na casa de Simão sem ser convidada e prestar honras a um homem que tinha certeza ser o Messias Salvador.

Ela foi corajosa, mais que isso, ela muito amou. E assim Jesus a descreve para os presentes: "uma mulher que amou por demais porque teve uma grande dívida perdoada" Lucas 7:47. Simão amou pouco a Jesus, e amou demais o mundo. Ele teve receio de tratar Jesus bem demais e ser criticado por seus colegas de religião, ele teve medo de demonstrar amor. E se isso aconteceu, é porque o medo venceu, o amor perdeu. Simão é o típico exemplo de pessoas que confessam ser cristãs por conveniência. Convidam Jesus para suas mesas, mas não O deixam entrar em seus corações e nos demais recintos da casa.

E essa mulher fez o que o fariseu devia ter feito, ela na sua adoração espontanea cumpriu o rito de hospitalidade que o farizeu ignorou. ela não só o cumpriu como deu um outro significado a ele naquele momento.

Regava os seus pés com lágrimas: porém, molhou os meus pés com as suas lágrimas... Lucas 7:44

As lágrimas daquela mulher já não era de tristeza pelo repudio, mas sim de alegria. Pois estava aos pés de Alguém que por mais que era conhecido e considerado o convidado principal, não a rejeitou. As lágrimas dela naquele presente momento era de gratidão por achar alguém que á amava.

Enxugava com os cabelos: ...e os enxugou com os seus cabelos. Lucas 7:44

Soltar o cabelo para uma mulher judia em publico ou até mesmo entre amigos era inaceitável, pois soltar o cabelo era considerado um ato obsceno (semelhante a uma mulher mostrar os seios hoje em dia) por isto uma mulher só fazia isto junto ao seu esposo em um momento intimo dentro de "quatro paredes".

Mas aquela mulher não teve escolha ela tinha ido até aquele local apenas para ungir os pés de Jesus como vemos no versículo 37 quando diz que ela levou apenas um "vaso de alabastro com unguento" só que quando chegou lá deixou a emoção tomar conta e com o derramamento de lágrimas sobre os pés agora tinha que secar de alguma forma e a única que encontrou foi os cabelos.

Beijava os pés: mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Lucas 7:45

Já vimos que o osculo simbolizava "Boas-vindas" por mais que aquela mulher já tinha aceitado Jesus como o Messias ela ainda esta fazendo isto querendo dizer "Mestre tu é e sempre será bem vindo dentro de minha casa (meu coração)".

Ungia com o unguento: mas ela derramou perfume nos meus pés. Lucas 7:46

O auge da adoração daquela mulher nos pés de Jesus ela simplesmente ao ungir seus pés estava oferecendo o melhor que tinha para Jesus, o que antes era usado por ela como instrumento de sedução para um pecado, agora, era usado como simbolismo da melhor coisa que ela podia oferecer para o Deus todo poderoso que estava sobre a mesa.

quero queridos irmãos encerrar com algumas lições que aprendo com esse texto;

1) só quem foi perdoado é que conhece o amor verdadeiro

"Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais? " Simão respondeu: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior". "Você julgou bem", disse Jesus. Lucas 7:41-43

A parábola usada por Jesus aqui relata—nos a história de dois devedores. Nenhum deles é capaz de quitar seus débitos. No entanto, o credor os perdoou de suas dívidas, oferecendo graça a ambos. Embora os dois devedores tenham em comum a incapacidade de pagar a dívida e a necessidade do perdão, há um contraste entre eles, que marca o contraste entre Simão e a mulher pecadora.

A pergunta de Jesus a Simão o deixa num beco sem saída: "Qual deles amará mais?" J. Jeremias nos ensina que tanto no hebraico como no aramaico não havia uma palavra que corresponda ao nosso "obrigado" e usava-se o verbo amar para expressar a gratidão.

Com isso evidencia-se que a gratidão é uma reação de uma graça imerecida. Então, qual o significado do versículo 47: "Aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama"?

Jesus está nos ensinando que o fariseu não demonstrou amor porque não se julgava necessitado do perdão. As atitudes da mulher eram demonstrações de amor, isto é, gratidão pelo perdão que alcançara com a mensagem do evangelho de Cristo. Simão a via apenas como pecadora. Jesus a via como uma pecadora que tinha sido perdoada. Jesus sabia que seus pecados eram muitos. E justamente por seus muitos pecados serem perdoados ela muito amou.

A mulher que ungiu os pés de Jesus, estava visivelmente grata por tudo e prestou - Lhe uma adoração sincera. Os gestos dela, repletos de amor e simplicidade, impressionaram a Jesus muito mais que o jantar de luxo oferecido por Simão

A nossa salvação é evidenciada pela gratidão, pelo amor traduzido em ações. Os atos de amor são manifestações de gratidão pela graça recebida e não uma tentativa de se alcançar o favor de Deus. J. C. Ryle afirmou que "se não entregamos nosso coração a Cristo; nossas mãos fraquejarão. O trabalhador que ama será sempre o que mais faz na vinha do Senhor".

2)  Todos somos como essa mulher.

Mulher não tinha nome,  Pecadora: Todos Pecaram. Essa mulher representa todos nós, Marcelo, João, Paulo, Pedro, Tiago. Todos estamos na mesma condição dessa mulher em debito, todos devem a Deus. Todos pecaram, todos estão em dívida e não têm como pagar. Assim, o que diferencia Simão o fariseu da pecadora que ungiu os pés de Jesus, são suas atitudes em frente a graça recebida.

Eis a diferença de um cristão para um fariseu: o lugar que cada um reserva para Jesus em suas vidas. O homem, não é justo por si mesmo, mas em Cristo se torna justo: "Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." Gálatas 2:16.

3) Jesus não julga a aparencia

Não julgue ninguém pela aparência. Embora possa parecer espiritual ou não, somente Deus tem o poder de sondar nossos corações.

O fato é que o fariseu ficou incomodado com a presença da mulher, seu modo de tratar Jesus e a não reação Dele. Ela não era digna, será que não percebia isso? Jesus leu os pensamentos maldosos e preconceituosos de Simão, mas o fariseu foi incapaz de saber o que se passava no íntimo da pecadora arrependida.

Ninguém compreende tão bem um coração carente e amoroso quanto Jesus. Ninguém sabe julgar perfeitamente e além da aparência, somente Ele! Podemos nos enganar sobre o que seja bom e justo. O fariseu se achava superior a mulher que ungia os pés de Jesus.

Ele tinha uma vida social estável, pertencia a elite religiosa local, tinha influência. Aos seus próprios olhos, justo. Mas existia uma diferença essencial entre o fariseu e a pecadora arrependida. Jesus estava sentado à mesa da casa de Simão, quanto à pecadora; Jesus estava em seu coração

Nossas ações, todos vêem, nossas intenções não. Só você e Deus sabem. E pode ter certeza: Ele está mais interessado nas nossas intenções do que nas nossas ações.

 

 

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