2011/08/21

A Ceia do Senhor – por Luciano Subirá

Texto: 1 Coríntios 11.23-26
 O que é a Ceia do Senhor? Como e quando deve ser celebrada? Quem pode participar dela? Quero esclarecer um pouco desta ordenança de Jesus praticada em nossas igrejas…
A celebração da Ceia foi uma das ordenanças deixadas pelo Senhor (Mt. 26.26-30; I Co. 11.23-25). Os discípulos poderiam se envolver com outras atividades e esquecerem o principal, o valor da morte e ressurreição de Cristo. Por isso, para eles, bem como para nós hoje, a Ceia tem um significado rememorativo.
Os elementos da Ceia – o pão e o cálice – são símbolos do sacrifício do Cordeiro de Deus para a nossa salvação. O pão representa o Seu corpo (I Pe. 2.22-24) e o cálice simboliza o sangue do Senhor (Mc. 14.24). A Ceia deve ter observação contínua (Lc. 22.14-20) como o fizeram os primeiros discípulos (At. 2.42; 20.7; I Co. 11.26).
Com base em I Co. 11.21, depreendemos que, em Corinto, a Santa Ceia não era uma refeição simbólica apenas, como acontece em nosso meio nos dias atuais, mas uma refeição de verdade. Fica claro também pelo texto que cada um dos participantes levava uma porção de comida que era compartilhada uns com os outros.

UMA INSTITUIÇÃO DE CRISTO
"…o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes em que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha." (1 Coríntios 11.23-6)
Observando a expressão "fazei isto", percebemos que se trata de uma ordem de Jesus. É um imperativo, e fica ainda mais evidente ser uma ordenança para a Igreja, quando Jesus repete a expressão "todas as vezes que"… mostrando que este ato deveria ser parte da nossa prática cristã.
Mas é preciso que haja atenção em relação ao significado dessa celebração, o descaso e a irrelevância dada à Ceia é pecado com graves conseqüências (I Co. 11.30).
Recomendamos, por ocasião da Ceia do Senhor:
1) sinceridade na apreciação (Lc. 22.17-19);
2) auto-exame em reconhecimento dos pecados (I Co11.27-29);
3) comunhão com os irmãos (I Co 10.16-17); e
4) esperança quanto à manifestação do Senhor, no dia que Ele vier (I Co. 11.25,26).

UM MEMORIAL
Lugar algum das Escrituras menciona o pão e o vinho se tornando literalmente o corpo e o sangue do Senhor na hora em que o partilhamos. Pelo contrário, Jesus deixa claro o caráter simbólico do ato ao dizer: "fazei isto em memória de mim".
A ceia do Senhor é um momento de recordação do que ele fez por nós ao morrer na cruz para a remissão dos nossos pecados. Quando a celebramos, estamos anunciando a morte do Senhor Jesus até que Ele volte! Os elementos são, portanto, figurativos, e não literais.

UM RITUAL DE ALIANÇA
Os orientais davam muito valor à alianças, e as respeitavam. Quando Jesus institui exatamente o pão e o vinho como os elementos da ceia, ele sabia exatamente o quê estava fazendo. Para os judeus, o pão e vinho faziam parte de um ritual de aliança de sangue, o mais alto nível de aliança a que alguém poderia se submeter.
Ao contrair uma aliança deste nível, as duas partes estavam declarando que misturavam suas vidas e tudo o que era de um passava a ser de outro e vice-versa; por isso Jesus declarou na ceia que o cálice era a aliança NO SEU SANGUE, estabelecendo com isso, na ceia, um ritual de aliança.
No Velho Testamento vemos Abraão indo ao encontro de Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e levando pão e vinho. O que era isto? Um ritual de aliança. Quando ceamos, estamos reconhecendo que realmente estamos aliançados com Cristo, e que nossas vidas estão misturadas, fundidas uma na outra "Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito." (1 Co.6.17).
Jesus deixou bem claro aos que o seguiam que não bastava apenas simpatizar-se com ele ou segui-lo pelos milagres que operava, mas que era necessário aliança, e aliança no mais elevado e sagrado nível que os judeus conheciam: a aliança de sangue.
Muitos não compreendem isto por não conhecer os costumes da época, mas era a este tipo de aliança que Jesus se referia ao proferir estas palavras:
"Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, permanece em mim e eu nele." (João 6.53-56)
É óbvio que Jesus não falava sobre comer a carne literalmente, mas sim sobre aliança, sobre mistura de vida; isto fica claro quando o Mestre conclui dizendo que tal pessoa permaneceria nele e ele nesta pessoa. Este texto também não fala diretamente da ceia, mas sim da nossa aliança com Cristo; embora deixe claro qual é figura da ceia: um ritual de aliança onde testemunhamos comunhão entre nós e o Senhor Jesus Cristo.

UM TEMPO DE COMUNHÃO
No início do Cristianismo realizava-se uma refeição ritual conhecida como a "festa ágape" Estas festas do amor tinham aparentemente uma refeição completa, com cada participante trazendo os seus próprios alimentos, e com a refeição sendo comida em uma sala comum. Eles só não festejavam no domingo porque que ficou conhecido como o Dia do Senhor, para recordar a ressurreição, a aparição de Cristo aos discípulos na estrada de Emaús.
Judas e o apóstolo Paulo se referem a isto como "a festa do amor", por meio de advertência, o que reflete parte de seu propósito. As ênfases na expressão "corpo" que encontramos no ensino bíblico da ceia, reflete esta visão de unidade e comunhão. A mesa é um lugar de comunhão em praticamente quase todas as culturas e épocas, e a mesa do Senhor não deixa de ter também esta característica.

UM ATO DE CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS
Na epístola de Paulo aos coríntios, fica claro que a Ceia do Senhor tem conseqüências espirituais; ela será sempre um momento de benção ou de maldição para os que dela participam.

BENÇÃO
"Porventura o cálice da benção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?" (1 Coríntios 10.16)
Observe o termo "cálice da benção". Isto não é figurado, é real. A Ceia do Senhor traz bênçãos espirituais sobre aqueles que dela participam.
Um outro termo empregado neste versículo, que nos revela algo importante, é "comunhão"; quando ceamos, estamos pela fé acionando um poderoso princípio, temos comunhão com o sangue e com o corpo de Cristo! O que isto significa? Quando derramou seu sangue, Jesus o fez para a remissão de nossos pecados, logo, ao comungarmos o sangue, estamos provando que tipo de bênçãos? A purificação, e também a proteção, pois o diabo não pode transpor o poder do sangue para nos tocar.
"Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR." (Ex 12.23)
E o que significa ter comunhão com o corpo? O corpo de Jesus foi moído porque ele tomou sobre si nossas enfermidades, e as nossas dores carregou sobre si, e pelas suas feridas fomos sarados
"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Is 53.4-5).
A obra redentora de Cristo nos proporciona cura física, e na Ceia do Senhor é um momento onde podemos provar a benção da saúde a da cura. Muitos estavam fracos e doentes na igreja de Corinto por não discernirem o corpo do Senhor na Ceia.
Ao falar sobre comungarem com o corpo do Senhor, Paulo se referia não apenas ao corpo do Cristo crucificado por meio do qual somos sarados, mas também ao corpo ressurreto, no qual habita toda a plenitude da divindade e é fonte de vida aos que com ele comungam.
A Ceia do Senhor deve ser um momento especial de comunhão, reflexão, devoção, fé, e adoração. Tudo deve ser feito de coração e com reverência, pois é um ato de conseqüências espirituais.

MALDIÇÃO
A Bíblia não usa especificamente esta palavra, mas mostra que a maldição pode vir como um juízo de Deus para quem desonra a Ceia do Senhor. Depois de ter dito que ao participar da mesa do Senhor a pessoa está anunciando a morte de Jesus até que ele venha, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, traz a seguinte advertência:
"Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice, pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo." (1 Coríntios 11.27-32)
Para muitas pessoas, a Ceia é algo que as amedronta; preferem não participar dela quando não se sentem dignas, para não serem julgadas. Mas veja que a Bíblia não nos manda deixar de tomar, e sim fazer um auto-exame antes, pois se houver necessidade de acerto devemos fazê-lo o mais depressa possível.
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 Jo 1.9).
Deixar de participar da mesa do Senhor é desonrá-la também! Devemos ansiar pelo momento em que dela partilharemos, e não evitá-la. Mas há aqueles que querem fingir que estão bem, e participam sem escrúpulo algum do que é sagrado; para estes, não tardará o juízo.
Participar da mesa do Senhor tem conseqüências espirituais; ou o cristão é abençoado ou é amaldiçoado. Não há meio termo; a refeição não é apenas um simbolismo; não se participa da Ceia do Senhor como se participa de uma cerimônia qualquer, pois é um momento santificado por Deus e de implicações no reino espiritual.

QUEM PARTICIPA
A Ceia, como ritual de aliança que é, destina-se, portanto, aos que já se encontram em aliança com Cristo; ou seja, aos que já nasceram de novo e estão em plena comunhão com Deus. Há igrejas que só servem a Ceia para quem pertence ao seu rol de membros; consideramos isto um grande erro, pois a Ceia do Senhor é para quem o serve de todo coração, independentemente de tal pessoa congregar em nossa igreja local ou não; se a pessoa faz parte do Corpo de Cristo na terra, então deve participar da mesa.
Há ainda, aqueles que afirmam só poder participar da Ceia do Senhor quem já se batizou nas águas, mas não há sustentação bíblica para isto; desde o momento em que a pessoa se comprometeu com Cristo em sua decisão ela já está dentro da aliança firmada por Jesus na cruz. Entendemos que o novo convertido deva ser encaminhado para o batismo tão logo seja possível.
Os critérios básicos são: estar aliançado com Cristo, e com vida espiritual em ordem. Contudo, não proibimos ninguém de participar, apenas ensinamos o que a Bíblia diz, para que cada pessoa julgue-se a si mesma. Nem Judas Iscariotes, em pecado e endemoninhado foi proibido por Jesus de participar da Ceia.
"Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze... Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. (Lc 22.3;21).
A instrução bíblica é que a pessoa se examine a si mesma, e não que seja examinada pelos outros. Portanto não examinamos ninguém, nem as proibimos, só instruímos. Se a pessoa insistir em participar de forma indigna colherá o juízo divino.

ONDE ACONTECE
Não há um lugar determinado para se realizar a Ceia, onde quer que estejam reunidos os cristãos ela poderá ser feita.
No livro de Atos, lemos que o pão era partido de casa em casa (Atos 2.46), "Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração," o que nos deixa totalmente à vontade em relação a celebrá-la nas células; mas Paulo ao usar as seguintes palavras: "…quando vos reunis na igreja…" e "Se alguém tem fome coma em casa…" (1 Coríntios 11.18 e 34); revela que na cidade de Corinto a Ceia era praticada também num local maior de reunião para toda a igreja.
Portanto, como nos reunimos no templo e nas casas, à semelhança dos dias do Novo Testamento, também praticamos a Ceia do Senhor nos dois locais de reunião, sendo que a maior incidência se dá no templo quando reunimos todo o corpo local.

QUANDO ACONTECE
Entendemos que não há uma periodicidade definida pela Bíblia quanto à celebração da Ceia; Jesus apenas disse:
"…fazei isto, TODAS AS VEZES QUE o beberdes, em memória de mim" (1 Co 11.25b).
Esta expressão "todas as vezes que" nos dá liberdade de fazermos quando quisermos, mas sempre em memória do Senhor Jesus Cristo.
Em nossa igreja, celebramos a Ceia do Senhor mensalmente no templo, e não temos periodicidade definida nas casas.

Conclusão
Como presbiterianos, nós somos herdeiros da linha teológica do reformador João Calvino, ele defendia a presença espiritual de Cristo na Santa Ceia. Ele sempre dizia ("sursum corda", "elevemos os corações"), ele dizia que não era Cristo quem descia para tomar forma de pão e de vinho, mas era a Igreja quem era elevada espiritualmente aos céus para participar da Ceia na presença de seu Senhor (Calvino, Breve tratado sobre a Ceia do Senhor, § 51).
Segundo a nossa teologia, não acontece qualquer transformação interna no pão e do vinho, nem é repetido o sacrifício de Cristo na cruz. Mas sim, pela operação do Espírito Santo, todos quantos, com fé, comem e bebem e são alimentados fisicamente do pão e do vinho, também comem e bebem e são alimentados espiritualmente do Corpo e do Sangue de Cristo. O sacrifício do Senhor Jesus na cruz não é repetido, mas os benefícios da sua morte em nosso lugar são atualizados, trazidos para nós no presente pela ação do Espírito Santo.
(Calvino, As Institutas, IV.17.10; Confissão de Fé de Westminster, 39.7)
Quando comemos do pão e bebemos do cálice, diz o Apóstolo Paulo, anunciamos a morte do Senhor até que ele venha (I Co. 11.26). Quando participamos da Comunhão do Corpo e do Sangue do Senhor, nos é dada uma prévia, uma amostra e uma garantia do grande banquete que nos aguarda, quando Cristo finalmente vier buscar sua Noiva, que é a Igreja "Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro." (Ap. 19.9).
Portanto, a celebração da Santa Ceia, é um testemunho visível, palpável e do mistério da nossa fé, do motivo da nossa viva esperança, de que Cristo morreu e ressuscitou, e voltará na glória do seu reino eterno.
Deus nos conceda que, como testemunhas fiéis, que testemunham da verdade, possamos comunicar ao mundo a Verdade do Evangelho, para que, vendo o mundo nossa perseverança "na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações", "com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo" (At. 2.42, 46, 47), acrescente-nos o Senhor, dia a dia, os que serão salvos.

A procura de Jesus

Texto: Jo 6.22-40

Irmãos quero iniciar este sermão com uma pergunta bem simples? Por que você esta a aqui? O que faz com que você venha todos os domingos na casa do senhor?
Apesar desta pergunta parecer ser bem simples, ela na verdade é bem complexa e reveladora, porque ela faz refletirmos e traz a tona as verdadeiras motivações que nos impulsionam a seguir o mestre. Talvez por falta de uma reflexão séria nesse sentido a igreja moderna tem sofrido tanto, não só no que diz respeito aos membros que tem se comportado como um consumidor voraz bem como a sua própria essência do evangelho que tem sido desfigurada a um entretenimento que satisfaça o seu cliente ou como um clube que sempre faz melhorias para não perder seus associados.
É triste meus irmãos, mas o mais triste é que Deus conhece as verdadeiras motivações dos nossos corações "porque esquadrinha o SENHOR todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos;..." 1 Cr 28.9b e Ele constata que em grande parte das motivações que há nos corações nenhuma diz respeito a Ele ou ao seu Filho. Descumprindo assim o mandamento que diz "Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças."
O fato queridos irmãos é que vemos muitas igrejas cheias, muita gente chegando a Jesus, mas com motivações escusas, motivações erradas, é claro que essas motivações erradas não podem ser julgadas por nós, mas somente por Jesus e pela sua palavra.
"Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons." MT 7.16-18
Nesse texto de João a qual lemos Jesus revela as intenções dos que o seguiam e demonstra e nos ensina hoje quais devem e ser as motivações dos que o procuram.

  1. A procura de Jesus não por necessidades VS 26-27
Irmãos nesse versículo vemos Jesus repreendendo as pessoas que estavam o seguindo, que o procuravam. No início deste capitulo vemos Jesus alimentando a multidão com apenas 5 pães e 2 peixinhos foram mais de 15 mil pessoas alimentadas naquele dia. A bíblia nos conta que no outro dia Jesus fora para outro lugar e a multidão não vendo-o foi até ao seu encontro.
Foi então que Jesus os repreende desvendando-lhes as motivações reais dos seus corações que era apenas para suprir suas necessidades, apenas para matar sua fome novamente e também a curiosidade de ver os seus sinais.
Infelizmente irmãos essa também tem sido a realidade muitos hoje que correm a traz do Jesus dos sinais, dos milagres, do santo e milagroso filho de Deus e enquanto Ele se mostrar poderoso na minha vida a atender minhas necessidades o seguirei, mas assim que eu não alcançar algum beneficio próprio esse Deus não me serve mais. É duro irmãos, mas tem muita gente que pensa assim e age assim mesmo, estão na Igreja enquanto estão sendo abençoados e quando vem o trabalhar de Deus na vida da pessoa, vem o oleiro moldar barro e alguma coisa começa ser mudada em sua vida não agüenta e logo pula fora. Tem alguns que até pensa em mandar em Deus eu determino que isso aconteça... Como se o Deus todo poderoso fosse o seu capacho...
A busca de Jesus só é unicamente nobre meus irmãos, quando a motivação é certa, sem nenhum desejo material "E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR." Jó 1.21
Na verdade queridos irmãos aqueles que procuram Jesus e querem segui-lo deve saber que um preço deve ser pago e nem tudo é mar de flores. Jesus disse a um escriba que queria segui-lo "E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça."
E nesse mesmo capitulo de João 6.60-66 por conta do seu discurso muitos deixaram de segui-lo "Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?... Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele." Revelando assim, que procuravam a Jesus com motivações erradas em seus corações
Ministrar porque você procurou a Jesus?

  1. A procura de Jesus não apenas para receber poder VS 28
Outra motivação clara daquelas pessoas, era o interesse de receber poder para fazer o mesmo que Jesus, não estavam interessados em seguir o mestre, mas apenas aprender o segredo de tão grande demonstração de poder para quem sabe conseguir seus próprios seguidores e discípulos.
No livro de atos encontramos certo homem chamado de Simão o mágico que procurou se aproximar de Jesus por esse motivo diz no livro de atos "E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus." Atos 8.18-21
Infelizmente irmãos, a procura por Jesus com essa motivação não tem sido tão raro assim na Igreja do Senhor aliás ela tem sido bem mais comum como imaginamos. Antigamente as pessoas chegavam à Igreja irmãos dizendo: o que posso fazer para ajudar essa Igreja, hoje muitos chegam à Igreja e perguntam o que essa Igreja pode ou tem para me oferecer.
Muitas pessoas vão e chegam à Igreja com expectativas de receberem poder e não falo aqui de poder de Deus em si, pois isso nós sabemos que esse poder só vem através do Espírito santo, pois Jesus deixa claro que esse tipo de obras Sinais, depende de outra obra principal que é a fé submissa em Cristo o enviado de Deus. "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." Jo 14.12
Mas eu estou falando de um poder que o mágico Simão achou que teria se pudesse fazer as curas, que é o "status", o poder de um cargo. As pessoas vêm para igreja com a intenção de ter um cargo, uma posição por que acham que essas coisas trazem um reconhecimento, um autoridade, elas não vem para servir o mestre, para buscá-lo, elas vêm para serem servidas, pois acham que sua posição de destaque lhe garante esse beneficio.
Irmãos não têm problema de você desejar conquistar um cargo na igreja desde que esse desejo seja conseqüência do seu amor e serviço ao Deus todo poderoso e não uma ambição meramente humana. Jesus disse "se fiel no pouco e sobre o muito, te colocarei" comece por baixo, trabalhe, que Deus vai te honrar, mas saiba que para grandes responsabilidades, haverá grandes cobranças "a quem é muito dado, muito será cobrado".
Ministrar porque você procurou a Jesus?

  1. A procura de Jesus, apenas para ver os sinais VS 30
Irmãos esses homens estavam mais interessados nos sinais que Jesus fazia do que realmente no senhor desses sinais e o que Ele de fato poderia fazer para transformar suas vidas. E essa atitude de indiferença tem se repetido ao longo dos anos. É possível observarmos hoje muita gente correndo atrás de sinais, tem gente que já passou por todas as igrejas espalhadas por ai em busca de matar sua fome e curiosidade por sinais. É só ouvir em um profeta novo na cidade e pé na tábua vamos lá. As igrejas hoje estão cheias de "sinais", mas carentes da presença de verdadeira de Deus. Presença a qual transforma vidas, presença que trás maturidade e crescimento genuíno. Irmãos o maior sinal que podemos ver é a transformação de nossas próprias vidas.
Como ficaria o coração de um pai amoroso se o seu filho dissesse que só acreditaria no seu amor apenas quando ele recebesse um presente dele e que não bastaria apenas palavras. É mais ou menos isso que muitas pessoas acabam fazendo com Deus condicionando a sua presença somente através dos sinais em Mateus 16 1-4 Jesus se irritou com atitude dos fariseus que queria que ele provasse que era Deus através de sinais "E, CHEGANDO-SE os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu... Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se."


  1. A procura de Jesus, em busca da vida eterna VS 39-40
Irmãos essa sim deve ser a motivação que deve nos mover em direção Deus a vida eterna. Buscar a vida eterna é reconhecer que precisamos dEle, é reconhecermos que somos pecadores, é reconhecer que se Ele não nos limpar através de seu sangue e mover os nossos olhos a ele nunca alcançaremos a salvação.
Os cristãos hoje tem se preocupado com tantas coisas superficiais, passageiras que parece não entender a importância de uma vida reta e santa diante do Senhor. Não é provisão de nossas necessidades que vai nos habilitar a terra prometida, não é o poder, ou melhor, o cargo que vai garantir nossa ressurreição, não são os sinais em si que vão abrir as portas dos céus para cada um de nós. Muitas vezes trocamos as bolas e nos apegamos mais as forma do que a essência. O que é a forma é tudo aquilo que muitas vezes julgamos importante no nosso relacionamento com Deus, mas que na verdade é sem importância para ele, normalmente são essas coisas que nos prendem a uma religiosidade. E a essência é o mais puro evangelho a onde Ela nos diz que devemos ir a Jesus e crer somente nEle e isso sim abrirá as portas da eternidade para cada um de nós, é claro que essa fé genuína e pura em Cristo nos movera ao trabalho em sua casa, mas não terá o fim em si mesmo e segundo Paulo aos coríntios o nosso trabalho é em vão "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." 1 Co 15.58.
Mas o nosso maior trabalho é descansar em Deus.......


A IGREJA TEM QUE FAZER DIFERENÇA!

Texto: Mateus 5.13-16

Tempo Bíblico: Tempo de Jesus.
Para Quem foi Escrito? Para a Igreja primitiva.
Quando? Depois da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., quando a Igreja experimentava um grande crescimento.
Porque? Os cristãos judeus queriam impor a Lei como a mediadora entre Deus e os homens e, os cristãos gentios, por sua vez, queriam viver sem nenhum tipo de lei, aproveitando-se da sua liberdade em Cristo Jesus para darem vazão às obras da carne.
Para Quê? Para corrigir os erros de ambos os grupos e dar à Igreja uma base teológica consistente para um crescimento sadio.
Assunto Principal: Devido à sua nova natureza, os cristãos afastam as trevas e conservam o padrão moral do ambiente onde estão.
Propósito Geral: ética ou Moral.
Afirmação Teológica: A presença de um único cristão verdadeiro é suficiente para afastar as trevas e conservar a moral do ambiente.

Frase de Efeito: A Igreja tem que fazer diferença!
Como podem os cristãos corresponder a tão grande desafio?
Deixando que estas duas magníficas declarações de Jesus se tornem reais em sua vida:
  1. O CRISTÃO VERDADEIRO É SAL (vs 13).
O crente santificado deve possuir a realidade daquilo que professa. O sal é a influência silenciosa do cristão no seu ambiente. No silêncio...Jesus não diz que devemos ser sal. Ele diz que somos sal. Não se trata de presunção, mas de convicção, vinda de Jesus mesmo.
Com isto, Jesus nos diz que nascemos para ter vidas com sabor. Nascemos para ter vidas com calor, prazer, tempero e alegria. Mesmo conscientes de nossas fragilidades, nascemos para ousar e realizar.
No entanto, muitas vezes vivemos vidas sem sal, vivemos vidas insossas, dominadas pelo medo, marcadas pela tristeza, vinculadas à desesperança, evidenciadas por rostos fechados, dentes trincados, sorrisos escondidos, retratos de memórias amargas.
A contradição é eloqüente, mas não é de Jesus. Ele diz que nossa vida tem sabor. Se a nossa não tem, pode ter.
    1. O Sal tempera Os cristãos são o tempero de Deus para que o mundo aprenda a apreciar Seu o amor – "Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo" II Coríntios 2.14-15.
Os cristãos com vidas saborosas não devem se orgulhar, mas contagiar os outros, salgar outras vidas. Precisamos olhar mais para o Deus da Bíblia, para ver o que Ele fez. Precisamos olhar mais para o Deus da nossa própria história, para ver o que Ele já fez conosco. Nosso problema é que nós conhecemos pouco de Deus. Conhecemos um pouquinho e nos satisfazemos. Muitos perdemos a fome por Deus, a sede por Deus. Muitos cristãos têm mais sede de dinheiro do que sede por Deus. Muitos cristãos têm mais fome de fama do que fome de Deus. Há cristãos vivendo vidas vazias porque estão vazios de Deus. Há cristãos que deixaram de caminhar com Deus para fazer o que lhes parece agradável, esquecidos que quando agradamos a Deus, a vida fica agradável. Por isto, sempre precisamos aprender "a discernir o que é agradável ao Senhor" (Efésios 5.10).
    1. O Sal alimenta O mundo tem fome de Deus. Disse Jesus: "Dai-lhes vós de comer!" – Mt 14.16.
    2. O Sal conserva A simples presença de um cristão genuíno é suficiente para manter a moral no trabalho, na escola, em casa, etc. A presença da Igreja no país deve ter o mesmo efeito: evitar que os padrões morais se deteriorem.
Como salgamos o mundo?
Salgamos o mundo quando vivemos em paz uns com os outros, como nos ensina o próprio Jesus (Marcos 9.50). Nossas confusões, mesmo aquelas por motivos que julgamos justos (e até o são), tornam insípido o nosso sal. É por isto que a nossa palavra deve ser sempre agradável, temperada com sal, para sabermos responder a todos que precisamos responder, como nos adverte o apóstolo Paulo (Colossenses 4.6). "O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um."
Salgamos o mundo quando nos tornamos proclamadores do Evangelho. Para tanto, precisamos crer, como Paulo, que o Evangelho anunciado por Jesus Cristo é o poder de Deus para a salvação do mundo (Romanos 1.16). Sem o Evangelho de Jesus não há salvação; só perdição, porque é no Evangelho que "é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé", porque "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17).
Como está a sua vida? Nossa vida é uma oferta ao nosso Deus e nossa oferta deve ter gosto. Em Levítico 2.13 lemos uma recomendação, que podemos validar simbolicamente ainda hoje:
Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal.
(Levítico 2.13)
Nosso culto não pode ser insosso. Nossa missão não pode ser insossa. Nossa vida não pode ser desinteressante, tediosa, monótona, sem graça. Tem que ser temperada, bem temperada. O sal na vida é o sinal de nossa aliança com Deus ainda hoje.

Duas preocupações devem ter os cristãos: Equilíbrio e Purificação.
A) Equilíbrio: Não salgar demais (tornarem-se intragáveis);
B) Purificação: Não perder o sabor - sob certas circunstâncias (misturas) o sal pode perder o seu sabor. Quando isto acontecia, o sal era jogado na entrada das casas, para ser pisado pelas pessoas (para evitar o barro em dias de chuva). Deixando de funcionar como deve, o cristianismo é pisado pelos homens (repare como a mídia pisa nos cristãos quando eles dão mau testemunho).
Aplicação: Você deve ser sal onde quer que Deus o tenha colocado. Se nós fizermos diferença, haverá tempero, alimento e conservação.
Apelo: Peça ao Senhor equilíbrio e purificação. A Igreja tem que fazer diferença!

  1. O CRISTÃO VERDADEIRO É LUZ (vs 14-16). Ao contrário do sal, que age no silêncio, a luz deve ser colocado em lugar alto. Mas, à semelhança do sal, deve ser útil:
Esta é uma realidade que não se pode contestar, assim como uma cidade sobre uma montanha não tem como não ser vista. Se somos cristãos, as pessoas verão. Se não estão vendo, é porque não somos. Jesus ensinou aos seus discípulos que a vida que precisamos viver é uma caminhada, que envolve dois processos: a salvação e a santificação. Não há salvação sem santificação (exceto nas conversões do tipo ladrão na cruz, em que à salvação se segue a morte do convertido). Tem havido muita confusão nesta área.
Um dos pontos em que os evangélicos são acusados de presunçosos está relacionado à nossa convicção de que uma pessoa pode ter certeza da sua salvação. Esta é uma afirmativa derivada da Bíblia. Jesus diz diretamente: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida" (João 8.12). "Pois em ti está a fonte da vida; graças à tua luz, vemos a luz" (Salmo 36.9).
Podemos ter certeza da salvação, porque uma vez tendo confessado a Jesus como Senhor e Salvador, temos nossos nomes lançados no Livro da Vida, de onde ninguém pode apagar.
Em termos práticos, quem tem certeza da sua salvação tem prazer em se por no caminho da santificação. Uma pessoa que não tem prazer em agradar a Deus, pondo-se no caminho da santificação, está enganada, redondamente enganada. Sim, estão enganadas essas pessoas que, por um dia terem tido uma experiência (emocional) de receberem a Jesus como Salvador e Senhor, confiam em sua salvação para continuarem servindo a si mesmas ou ao seu próprio ventre (Romanos 16.18) "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples."
Quem é salvo é santo. Quem é santo é salvo. Não há santificação sem salvação. Quem é salvo e santo é luz. Jesus mesmo disse isto, em outros termos, para nos convidar à santificação:
Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas. Portanto, cuidado para que a luz que está em seu interior não sejam trevas. Logo, se todo o seu corpo estiver cheio de luz, e nenhuma parte dele estiver em trevas, estará completamente iluminado, como quando a luz de uma candeia brilha sobre você (Lucas 11.34-36).
    1. A Luz afasta a escuridão (e, junto com ela, o medo) – João 1.5. "A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram."; "A sabedoria é melhor que a insensatez, assim como a luz é melhor do que as trevas" (Eclesiastes 2.13).
    2. A Luz orienta (especialmente os que ainda estão longe da luz) – Mateus 4.16 "povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz". "Senhor, a tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho" (Salmo 119.105).
    3. A Luz conforta – Salmo 34.5-6. "Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos. Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias."; "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?" (Salmo 27.1).
Portanto, devemos viver como homens e mulheres-luz. O apóstolo Paulo nos chama de "filhos da luz": "Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor" (Efésios 5.8-10). . "Você é filho da luz, não das trevas" (1Tessalonicenses 5.5).

Duas preocupações devem ter os cristãos: Humildade e Retidão.
      1. Humildade: A luz principal é Cristo; os cristãos são luzeiros (Filipenses 2.15). Nossas obras devem brilhar diante dos homens, mas, em humildade. A luz do cristão permite que o mundo veja suas obras e glorifique a Deus.
      2. Perseverança: A luz está ligada à idéia de justiça, retidão. A base da ilustração da luz é o próprio Deus (I João 1.5). Somos luzeiros, isto é, refletimos o caráter de Deus sobre as pessoas ao nosso redor.
Onde há um cristão verdadeiro, o padrão moral é conservado e as trevas são afugentadas. É preciso, tão-somente, deixar que a presença e a luz de Cristo flua em nós.
Há cristãos que insinuam amor e felicidade para outros, mas não experimentar amor em casa e nem felicidade interior. Infelizmente há cristãos em que a luz de Jesus não se traduz em respeito ao próximo e alegria interior que se irradia.
Espero que não seja o seu caso. Se você tem sido luz, deseje brilhar mais. Se a sua lâmpada está com 20 watts, queira ser uma de 50. Se está com 50, queira ser uma de 200.
O mundo precisa da sua luz.
O mundo jaz nas trevas da opulência. Ponha sua luz sobre a opulência e haverá mais igualdade e justiça no mundo.
O mundo jaz nas trevas da violência. Ponha sua luz sobre a violência e haverá mais paz e segurança no mundo.
O mundo jaz nas trevas da conveniência, em que cada um olha apenas para o que lhe interessa aqui e agora. Ponha sua luz sobre a conveniência e haverá mais pessoas interessadas no bem-estar uma das outras.
O mundo jaz nas trevas da aparência, com as pessoas sempre seguindo alguém que esteja brilhando. Mostre sua luz e você também será seguido.
Clamemos hoje ao Senhor, por nós e por nosso país. Que a Igreja faça diferença, afaste as trevas, abra o "apetite espiritual" das pessoas, conserve alto o padrão moral.
Oremos pelo nosso país e pela Igreja. Ore como o salmista: "Tu, Senhor, manténs acesa a minha lâmpada; o meu Deus transforma em luz as minhas trevas" (Salmo 18.28)

CONCLUSÃO:
Neste texto queridos irmãos Jesus adverte seus discípulos a respeito da possibilidade da irrelevância da igreja. É por meio da igreja que Deus atua no mundo que se decompõe e apodrece – a igreja é sal da terra. É também por meio da igreja que Deus ilumina um mundo em trevas – a igreja é luz do mundo.
A igreja é o sinal histórico do reino de Deus. Isto é, é por meio da igreja que Deus está presente no mundo. Mas a igreja pode fracassar em sua vocação. Pode ser um sal que perdeu o sabor e pode ser uma luz escondida. A advertência de Jesus é estímulo para a reflexão. A pergunta que devemos fazer é: de que maneira a igreja se torna sinal do reino de Deus?
A igreja é necessariamente uma comunidade de doadores. A igreja é a comunidade cujo requisito essencial para ingresso é a conversão ao Evangelho de Jesus Cristo ou, se preferir, à própria pessoa de Jesus Cristo. Isso significa que a condição imprescindível para que alguém faça parte da igreja é a experiência de negar a si mesmo.

Você dever refletir a luz de Deus sobre o mundo. Somente assim as pessoas irão encontrar o Salvador.
Igreja tem que fazer diferença

A Igreja rumo à maturidade

Texto: I Co 3.1-17

Warren Wiersbe, insigne comentarista bíblico, diz que o apóstolo Paulo oferece-nos três retratos da igreja em sua Primeira Carta aos Coríntios, capítulo três:
  • a igreja é uma família cujo alvo é a maturidade;
  • a igreja é um campo cujo propósito é a quantidade;
  • a igreja é um edifício, cuja finalidade é a qualidade. Vamos considerar essas três figuras.

1. A igreja é uma família, cujo alvo é a maturidade (1Co 3.1-5).
Na igreja de Corinto o processo de maturidade espiritual estava atrasado. Os crentes ainda eram crianças em Cristo, imaturos e, estavam bebendo leite, quando deveriam ser pessoas adultas e maduras na fé. Por serem crianças espirituais estavam andando segundo o homem e criando partidos dentro da igreja, promovendo o culto à personalidade. Na igreja de Corinto havia quatro partidos: o partido de Paulo, de Cefas, de Apolo e de Cristo. Não que esses líderes contribuíssem para essa atitude carnal; ao contrário, combatiam-na com tenacidade.
Um crente imaturo tem sempre a tendência de seguir um líder e tornar-se dependente dele, em vez de ter um relacionamento pessoal com Jesus. Um crente carnal sente-se mais seguro sob a sombra de alguém do que caminhar resoluto com os olhos fitos em Deus. Um crente carnal é um crente a reboque como Ló; se a corda que o prende a seu líder se romper, ele fica à deriva. Paulo diz que a igreja é uma família, onde essas crianças espirituais precisam crescer rumo à maturidade.

2. A igreja é um campo, cujo propósito é a quantidade (1Co 3.6-9a).
Paulo muda a metáfora da família para o campo e passa da linguagem doméstica para a faina da agricultura. Se o alvo da família é a maturidade, o alvo do campo é a quantidade. Num contexto de disputas e invejas dentro da igreja, Paulo afirma que um planta, o outro rega, mas o crescimento vem de Deus. Quem deve receber a glória pelos resultados da colheita não é o que planta nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Quem planta ou quem rega, ambos devem ter o mesmo propósito. Eles visam o mesmo resultado. Por isso, vão receber sua recompensa.
Porém, precisamos entender que somos apenas cooperadores de Deus e lavoura de Deus. Ao mesmo tempo em que somos cooperadores de Deus, ou seja, semeadores que cuidam da semente para que ela brote, cresça e tenha condições de frutificar, também, somos a própria lavoura de Deus que deve produzir muito fruto, a fim de que Deus seja glorificado.

3. A igreja é um edifício, cuja finalidade é a qualidade (1Co 3.9b-17).
Ao tratar da igreja, mais uma vez Paulo muda a metáfora. Agora faz uma transição do campo para o edifício, da quantidade para a qualidade. A igreja é um edifício. Esse edifício tem um fundamento, que é Cristo. Ninguém pode lançar outro fundamento. Edificar nossa vida espiritual sobre outra base é consumada insensatez. É como construir sobre a areia. É construir para o desastre. Sobre o fundamento que é Cristo precisamos construir com materiais nobres e duradouros como ouro, prata e pedras preciosas. O uso de materiais perecíveis como madeira, palha e feno não suportaria a prova de fogo e o resultado é que essa obra pereceria irremediavelmente. Esse edifício precisa ter qualidade.
A vida cristã é uma vida de excelência e não de incúria e descuido espiritual. Paulo usa esta figura para mostrar que esse edifício é o próprio santuário de Deus, e esse santuário não é um monumento morto, mas um edifício vivo, pois nós somos o santuário de Deus e ele habita em nós. Porque Deus habita em nós, esse santuário é sagrado e não pode ser destruído. Esse santuário é o nosso corpo e devemos glorificar a Deus nele, sabendo que se nos dedicarmos a uma construção com qualidade receberemos de Deus o galardão.

A Finalidade da Cruz Dave Hunt

"Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..." (Gl 2.19b-20).
A ilusão do "símbolo" do cristianismo
Os elementos anticristãos do mundo secular dariam tudo para conseguir eliminar manifestações públicas da cruz. Ainda assim, ela é vista no topo das torres de dezenas de milhares de igrejas, nas procissões, sendo freqüentemente feita de ouro e até ornada com pedras preciosas. A cruz, entretanto, é exibida mais como uma peça de bijuteria ao redor do pescoço ou pendurada numa orelha do que qualquer outra coisa.
É preciso perguntarmos através de que tipo estranho de alquimia a rude cruz, manchada do sangue de Cristo, sobre a qual Ele sofreu e morreu pelos nossos pecados se tornou tão limpa, tão glamourizada.
Não importa como ela for exibida, seja até mesmo como joalheria ou como pichação, a cruz é universalmente reconhecida como símbolo do cristianismo – e é aí que reside o grave problema. A própria cruz, em lugar do que nela aconteceu há 19 séculos, se tornou o centro da atenção, resultando em vários erros graves.
O próprio formato, embora concebido por pagãos cruéis para punir criminosos, tem se tornado sacro e misteriosamente imbuído de propriedades mágicas, alimentando a ilusão de que a própria exibição da cruz, de alguma forma, garante proteção divina. Milhões, por superstição, levam uma cruz pendurada ao pescoço ou a tem em suas casas, ou fazem "o sinal da cruz" para repelir o mal e afugentar demônios. Os demônios temem a Cristo, não uma cruz; e qualquer um que não foi crucificado juntamente com Ele, exibe a cruz em vão.
A "palavra da cruz": poder de Deus
Paulo afirmou que a "palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Co 1.18).
Assim sendo, o poder da cruz não reside na sua exibição, mas sim na sua pregação; e essa mensagem nada tem a ver com o formato peculiar da cruz, e sim com a morte de Cristo sobre ela, como declara o evangelho. O evangelho é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16), e não para aqueles que usam ou exibem, ou até fazem o sinal da cruz.
O que é esse evangelho que salva? Paulo afirma explicitamente: "venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei... por ele também sois salvos... que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.1-4).
Para muitos, choca o fato do evangelho não incluir a menção de uma cruz. Por quê? Porque a cruz não era essencial à nossa salvação. Cristo tinha que ser crucificado para cumprir a profecia relacionada à forma de morte do Messias (Sl 22), não porque a cruz em si tinha alguma ligação com nossa redenção. O imprescindível era o derramamento do sangue de Cristo em Sua morte como prenunciado nos sacrifícios do Antigo Testamento, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22); "é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv 17.11).
Não dizemos isso para afirmar que a cruz em si é insignificante. Não!! Não!! ela nos remete a alguns ensinamentos que veremos a seguir:
1) A cruz revela a malignidade do homem
O fato de Cristo ter sido pregado numa cruz revela a horripilante intensidade da maldade inata ao coração de cada ser humano. Ser pregado despido numa cruz e ser exibido publicamente, morrer lentamente entre zombarias e escárnios, era a morte mais torturantemente dolorosa e humilhante que poderia ser imaginada. E foi exatamente isso que o insignificante ser humano fez ao seu Criador! Nós precisamos cair com o rosto em terra, tomados de horror, em profundo arrependimento, dominados pela vergonha, pois não foram somente a turba sedenta de sangue e os soldados zombeteiros que O pregaram à cruz, mas sim nossos pecados!
Assim sendo, a cruz revela, pela eternidade adentro, a terrível verdade de que, abaixo da bonita fachada de cultura e educação, o coração humano é "enganoso... mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9), capaz de executar o mal muito além de nossa compreensão, até mesmo contra o Deus que o criou e amou, e que pacientemente o supre. Será que alguém duvida da corrupção, da maldade de seu próprio coração? Que tal pessoa olhe para a cruz e recue dando uma reviravolta, a partir de seu ser mais interior! Não é à toa que o humanista orgulhoso odeia a cruz!
2) A cruz revela o amor de Deus e prova que existe perdão para o pior dos pecados
Ao mesmo tempo que a cruz revela a malignidade do coração humano, entretanto, ela revela a bondade, a misericórdia e o amor de Deus de uma maneira que nenhuma outra coisa seria capaz. Em contraste com esse mal indescritível, com esse ódio diabólico a Ele dirigido, o Senhor da glória, que poderia destruir a terra e tudo o que nela há com uma simples palavra, permitiu-se ser zombado, injuriado, açoitado e pregado àquela cruz! Cristo "a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Enquanto o homem fazia o pior, Deus respondia com amor, não apenas Se entregando a Seus carrascos, mas carregando nossos pecados e recebendo o castigo que nós justamente merecíamos.
Precismos entender queridos irmãos que a ênfase da nossa salvação não está sobre o sofrimento físico de Cristo como se isso tivesse pago os nossos pecados. Pelo contrário, esse sofrimento foi o que o homem fez a Ele e só podia nos condenar a todos. Nossa redenção aconteceu através do fato de que Ele foi ferido por Jeová e "sua alma [foi dada] como oferta pelo pecado" (Is 53.10); Deus fez "cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6); e "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2.24).
A morte de Cristo é uma evidência irrefutável de que Deus precisa, em Sua justiça, punir o pecado, que a penalidade precisa ser paga, caso contrário não pode haver perdão. O fato de que o Filho de Deus teve que suportar a cruz, mesmo depois de ter clamado a Seu Pai ao contemplar em agonia o carregar de nossos pecados ["Se possível, passe de mim este cálice!" (Mt 26.39)], é prova de que não havia outra forma de o ser humano ser redimido.
Quando Cristo, o perfeito homem, sem pecado e amado de Seu Pai, tomou nosso lugar, o juízo de Deus caiu sobre Ele em toda sua fúria. Qual deve ser, então, o juízo sobre os que rejeitam a Cristo e se recusam a receber o perdão oferecido por Ele! Precisamos preveni-los!
Ao mesmo tempo e no mesmo fôlego que fazemos soar o alarme quanto ao julgamento que está por vir, precisamos também proclamar as boas notícias de que a redenção já foi providenciada e que o perdão de Deus é oferecido ao mais vil dos pecadores. Nada mais perverso poderia ser concebido do que crucificar o próprio Deus! E ainda assim, foi estando na cruz que Cristo, em seu infinito amor e misericórdia, orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). Assim sendo, a cruz também prova que existe perdão para o pior dos pecados, e para o pior dos pecadores.
3) A cruz é o lugar onde nós morremos em Cristo
Eis o "x" da questão. O evangelho foi concebido para fazer com o eu aquilo que a cruz fazia com aqueles que nela eram postos: matar completamente. Essa é a boa notícia na qual Paulo exultava: "Estou crucificado com Cristo". A cruz não é uma saída de incêndio pela qual escapamos do inferno para o céu, mas é um lugar onde nós morremos em Cristo.
É só então que podemos experimentar "o poder da sua ressurreição" (Fp 3.10), pois apenas mortos podem ser ressuscitados. Que alegria isso traz para aqueles que há tempo anelam escapar do mal de seus próprios corações e vidas; e que fanatismo isso aparenta ser para aqueles que desejam se apegar ao eu e que, portanto, pregam o evangelho que Tozer chamou de "nova cruz".
Paulo declarou que, em Cristo, o crente está crucificado para o mundo e o mundo para ele (Gl 6.14). É linguagem bem forte! Este mundo odiou e crucificou o Senhor a quem nós amamos – e, através desse ato, crucificou a nós também. Nós assumimos uma posição com Cristo. Que o mundo faça conosco o que fez com Ele, se assim quiser, mas fato é que jamais nos associaremos ao mundo em suas concupiscências e ambições egoístas, em seus padrões perversos, em sua determinação orgulhosa de construir uma utopia sem Deus e em seu desprezo pela eternidade.
Crer em Cristo pressupõe admitir que a morte que Ele suportou em nosso lugar era exatamente o que merecíamos. Quando Cristo morreu, portanto, nós morremos nEle: "...julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou" (2 Co 5.14-15).
"Mas eu não estou morto", é a reação veemente. "O eu ainda está bem vivo". Paulo também reconheceu isso: "...não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19). Então, o que é que "estou crucificado com Cristo" realmente significa na vida diária? Não significa que estamos automaticamente "mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6.11). Ainda possuímos uma vontade e ainda temos escolhas a fazer.
4) O poder sobre o pecado
Então, qual é o poder que o cristão tem sobre o pecado que o budista ou o bom moralista não possui? Primeiramente, temos paz com Deus "pelo sangue da sua cruz" (Cl 1.20). A penalidade foi paga por completo; assim sendo, nós não tentamos mais viver uma vida reta por causa do medo de, de outra sorte, sermos condenados, mas sim por amor Àquele que nos salvou. "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19); e o amor leva quem ama a agradar o Amado, não importa o preço. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (Jo 14.23), disse o nosso Senhor.
Quanto mais contemplamos a cruz e meditamos acerca do preço que nosso Senhor pagou por nossa redenção, mais haveremos de amá-lO; e quanto mais O amarmos, mais desejaremos agradá-lO.
Em segundo lugar, ao invés de "dar duro" para vencer o pecado, aceitamos pela fé que morremos em Cristo. Homens mortos não podem ser tentados. Nossa fé não está colocada em nossa capacidade de agirmos como pessoas crucificadas mas sim no fato de que Cristo foi crucificado de uma vez por todas, em pagamento completo por nossos pecados.
Em terceiro lugar, depois de declarar que estava "crucificado com Cristo", Paulo acrescentou:  "logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.20). O justo "viverá por fé" (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38) em Cristo; mas o não-crente só pode colocar sua fé em si mesmo ou em algum programa de auto-ajuda, ou ainda num guru desses bem esquisitos.
Cuidado: não anule a cruz de Cristo!
A maioria da humanidade, entretanto, tragicamente rejeita a Cristo. E é aqui que enfrentamos outro perigo: é que em nosso sincero desejo de vermos almas salvas, acabamos adaptando a mensagem da cruz para evitar ofender o mundo. Paulo nos alertou para tomarmos cuidado no sentido de não pregar a cruz "com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo" (1 Co 1.17).
Muitos pensam: "É claro que o evangelho pode ser apresentado de uma forma nova, mais atraente do que o fizeram os pregadores de antigamente. Quem sabe, as técnicas modernas de embalagem e vendas poderiam ser usadas para vestir a cruz numa música ou num ritmo, ou numa apresentação atraente assim como o mundo comumente faz, de forma a dar ao evangelho uma nova relevância ou, pelo menos, um sentido de familiaridade.
Quem sabe poder-se-ia lançar mão da psicologia, também, para que a abordagem fosse mais positiva. Não confrontemos pecadores com seu pecado e com o lado sombrio da condenação do juízo vindouro, mas expliquemos a eles que o comportamento deles não é, na verdade, culpa deles tanto quanto é resultante dos abusos dos quais eles têm sido vitimados.
Não somos todos nós vítimas? E Cristo não teria vindo para nos resgatar desse ato de sermos vitimados e de nossa baixa perspectiva de nós mesmos e para restaurar nossa auto-estima e auto-confiança? Mescle a cruz com psicologia e o mundo abrirá um caminho para nossas igrejas, enchendo-as de membros!" Assim é o neo-evangelicalismo de nossos dias.
Ao confrontar tal perversão, A. W. Tozer escreveu:
"Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento. É, sim, um ornamento novo e chamativo a ser pendurado no colo de um cristianismo seguro de si e carnal... a velha cruz matou todos os homens; a nova cruz os entretêm.
A velha cruz condenou; a nova cruz diverte. A velha cruz destruiu a confiança na carne; a nova cruz promove a confiança na carne... A carne, sorridente e confiante, prega e canta a respeito da cruz; perante a cruz ela se curva e para a cruz ela aponta através de um melodrama cuidadosamente encenado – mas sobre a cruz ela não haverá de morrer, e teimosamente se recusa a carregar a reprovação da cruz".