2011/08/21

A Cruz de Cristo


O que você pensa acerca da cruz de Cristo? Talvez você considere esta questão como algo de somenos importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma.
Há mil e oitocentos anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:
"Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo", Gálatas 6.14
Irmãos, a "cruz de Cristo" deve ser um assunto verdadeiramente importante para que um apóstolo inspirado fale de tal forma sobre ela. Quero tentar essa noite com ajuda do Espírito Santo demonstrar o verdadeiro significado desta expressão.
Por quê? Porque uma vez que reconhecemos o que significa a cruz de Cristo, e isso somente com a ajuda de Deus tornaremos capazes de perceber a importância dela para a nossa alma.
A palavra cruz, na Bíblia, algumas vezes faz referência à cruz de madeira na qual o Senhor Jesus foi cravado e posto para morrer, no Calvário. Isto é precisamente o que o Apostolo Paulo tinha em sua mente quando falou aos Filipenses que Cristo "foi obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Contudo, esta não era a cruz na qual Paulo se gloriava. Ele esquivar-se-ia com horror da idéia de gloriar-se em um mero pedaço de madeira. Eu não tenho quaisquer dúvidas de que ele denunciaria a adoração católica romana do crucifixo como profana, blasfema e idolátrica.
A cruz, em outras vezes, refere-se às aflições e provações que os crentes atravessam pela causa da religião que professam, quando seguem a Cristo fielmente. Este é o sentido no qual nosso Senhor usa a palavra, quando diz: "Aquele que não toma a sua cruz, e segue-me, não é digno de mim" (Mt 10.38). Este também é o sentido no qual Paulo usa a palavra quando escreve aos Gálatas. Ele conhecia bem esta cruz. E muitas vezes ou melhor normalmente, ele a carregava pacientemente; no entanto, também não é sobre isto que ele está falando aqui.
Mas a palavra cruz também se refere, em alguns outros lugares da Escritura, à doutrina de que Cristo morreu pelos pecadores sobre a cruz, - a expiação que Ele fez pelos pecadores, por Seus sofrimentos em favor deles sobre a cruz – o completo e perfeito sacrifício pelo pecado que Jesus ofereceu quando deu Seu próprio corpo para ser crucificado. Em suma, este termo, "a cruz", aponta para Cristo crucificado, o único Salvador. Este é o significado no qual Paulo usa a expressão, quando fala aos coríntios: "A pregação da cruz é loucura para os que perecem" (1 Co 1.18). E este também é o significado do que ele escreveu aos Gálatas: "Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo". Ele está dizendo simplesmente isto: "Eu não me glorio em nada mais, exceto em Cristo crucificado, como a salvação de minha alma".
Queridos irmãos, Jesus Cristo crucificado era a alegria e o deleite, o conforto e a paz, a esperança e a confiança, a fundação e o lugar de descanso, a arca e o refúgio, o alimento e o remédio da alma de Paulo. Ele não considerava que teria de executar algo por si mesmo ou padecer por si mesmo. Ele não era mediado por sua própria bondade e nem por sua própria retidão. Ele amava pensar naquilo que Cristo havia feito, e naquilo que Cristo havia sofrido - a morte de Cristo, a justiça de Cristo, a expiação de Cristo, o sangue de Cristo, a obra finalizada de Cristo. Nisto, sim, ele se gloriava. Este era o sol de sua alma.
Este era o assunto que sobre o qual ele amava pregar. O apóstolo Paulo foi um homem que percorreu a terra proclamando aos pecadores que o Filho de Deus havia derramado o sangue de Seu próprio coração para salvar-lhes. Ele caminhou por todos os lugares neste mundo falando às pessoas que Jesus Cristo as amava, a ponto de morrer pelos seus pecados sobre a cruz. Observe como ele diz aos coríntios: "Eu vos entreguei o que primeiro recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados" (1 Co 15.3); "eu me determinei a não saber de qualquer coisa entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado" (1 Co 2.2). Ele – um blasfemo, fariseu perseguidor – havia sido lavado no sangue de Cristo; de tal modo a não poder deixar de sustentar sua paz sobre este sangue. Por isso ele nunca se cansava de falar da história da cruz.
Este foi o tema sobre o qual ele amava alongar-se quando escrevia aos crentes. É maravilhoso observar como suas epístolas geralmente são repletas dos sofrimentos e da morte de Cristo - como elas discorrem sobre "pensamentos que inspiram e palavras que ardem" sobre o amor e o poder das agonias de Cristo. Seu coração parece cheio deste assunto: ele discorre sobre isto constantemente e retoma o tema continuamente. É o fio de ouro que perpassa todo seu ensino doutrinário, e todas as exortações práticas. Ele parece pensar que mesmo para o cristão mais maduro nunca é demais ouvir sobre a cruz.
Foi sobre isto que ele viveu toda sua vida, desde o tempo de sua conversão. Ele diz aos gálatas: "A vida que agora eu vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou, e a si mesmo se deu por mim" (Gl 2.20). O que o faz tão forte para o labor? O que o faz tão disposto para a obra? O que o faz tão incansável em esforçar-se para salvar alguns? O que o faz tão perseverante e paciente? Eu vou dizê-lo, qual o segredo disto tudo. Ele sempre se alimentava pela fé do corpo de Cristo e do sangue de Cristo. Jesus Cristo foi a comida e a bebida de sua alma.
E leitor, você pode estar convicto de que Paulo estava correto. Confiar nela, isto é, na cruz de Cristo, - a morte de Cristo sobre a cruz para fazer a expiação pelos pecadores – é a verdade central ao longo de toda a Bíblia. Esta é a verdade que encontramos logo ao abrirmos no livro do Gênesis. A semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente - isto não é outra coisa senão uma profecia de Cristo crucificado.
Esta é a verdade que brilha, por trás do véu, em toda a lei de Moisés e na história dos judeus. Os sacrifícios diários, o cordeiro pascal, o contínuo derramamento de sangue no tabernáculo e no templo - tudo isto são sombras do Cristo crucificado.
E esta é a verdade que também vemos ser honrada na visão do céu, antes do fechamento do livro das Revelações: "Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto"(Ap 5.6). De fato, mesmo em meio à glória celestial nós encontramos uma visão de Cristo crucificado.
Tire a cruz de Cristo, e a Bíblia será um livro obscuro. Ela seria como os hieróglifos egípcios, sem a chave que interpreta o seu significado – curiosa e maravilhosa, mas sem qualquer serventia real.
Irmãos, observe bem o que eu lhe digo. Você pode conhecer uma boa porção da Bíblia. Pode conhecer os contornos das histórias nela contidas, e até a data dos eventos que a Bíblia descreve, assim como alguém pode conhecer a história da Inglaterra. Você pode conhecer os nomes dos homens e mulheres nela mencionados, assim como um homem conhece César, Alexandre o Grande, ou Napoleão. Você pode conhecer vários preceitos da Bíblia, e os admirar, assim como um homem admira Platão, Aristóteles, ou Sêneca.
Mas se você ainda não descobriu que Cristo crucificado é o fundamento de cada livro, você tem lido a Bíblia até agora de modo muito pouco proveitoso. Sua religião é um céu sem um sol, um arco sem um fecho, um compasso sem uma agulha, um relógio sem molas ou valores, um candeeiro sem óleo. Ela não o confortará. Ela não livrará a sua alma do inferno.
Você pode conhecer bastante acerca de Cristo, tendo alguma espécie de conhecimento intelectual. Você pode conhecer bem quem Ele foi, e onde Ele nasceu, e o que Ele fez. Você pode conhecer Seus milagres, Suas falas, Suas profecias, e Suas ordenanças. Você pode saber como Ele viveu, como Ele sofreu, e como Ele morreu.
Contudo, você só pode conhecer o poder da cruz de Cristo experimentando-o; e a menos que você saiba e reconheça que aquele sangue derramado sobre a cruz lavou seus próprios pecados particulares, e a menos que você esteja disposto a confessar que sua salvação depende inteiramente da obra que Cristo realizou sobre a cruz -, se não for esse o seu caso, Cristo não lhe será em nada proveitoso. Sim, o mero conhecimento do nome de Cristo jamais o salvará. Você deve conhecer a Sua cruz e o Seu sangue, ou então acabará morrendo em seus próprios pecados.
Querido, enquanto você viver, tome cuidado com uma religião na qual não se ouve muito da cruz. Você vive em tempos nos quais a cautela, lamentavelmente, é necessária. Cuidado, eu repito, com uma religião sem a cruz.
Há centenas de lugares de adoração nestes dias, nos quais se encontram quase todas as coisas, exceto a cruz. Há carvalhos gravados, e pedras esculpidas; há vidros coloridos, e pinturas esplêndidas; há serviços solenes, e uma constante série de ordenanças; mas a cruz real de Cristo não há.
Jesus crucificado não é proclamado no púlpito. O Cordeiro de Deus não é exaltado, e a salvação mediante a fé n'Ele não é livremente proclamada. E, por conseguinte, todos estes lugares estão em erro. Por isso irmãos e irmãs, acautelem-se de tais lugares de adoração. Eles não são apostólicos. Eles não haveriam de satisfazer ao apostolo Paulo ou qualquer outro discípulo verdadeiro de Cristo.
Há milhares de livros religiosos publicados atualmente, nos quais se acham quase todas as coisas, exceto a cruz. Eles são plenos de direcionamentos sobre os sacramentos, e louvores da Igreja; eles abundam em exortações para uma vida santa, e em regras para a consecução da perfeição; eles apresentam fartura de fontes e cruzes, tanto interna quanto externamente; mas a cruz real de Cristo é deixada de fora. O Salvador e Seu amor agonizante tampouco são mencionados, ou o são de um modo anti-escriturístico. E, por conseguinte, todos estes livros são piores do que imprestáveis. Eles são não apostólicos. Eles jamais satisfariam ao apostolo Paulo ou qualquer outro discípulo verdadeiro de Cristo.
Paulo não se gloriava em nada mais, a não ser na cruz. Esforce-se para também ser assim. Coloque Jesus crucificado sempre diante dos olhos de sua alma. Não ouça qualquer ensino que interponha algo entre você e Ele. Não caia no antigo erro dos gálatas.
Não pense que alguém nestes dias seja melhor guia do que os apóstolos. Não se envergonhe das antigas veredas, nas quais percorreram homens que foram inspirados pelo Espírito Santo. Não deixe que a conversa vazia de homens que proferem grandes palavras dilatadas sobre a catolicidade, e a igreja, e o ministério, perturbem a sua paz, e o façam despreender-se da cruz. As igrejas, os ministros e os sacramentos são todos importantes a seu próprio modo, mas eles não são Cristo crucificado. Não dê a glória de Cristo a nenhum outro. "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor".
Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.
Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica – um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.
A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendermos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ela continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obcenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.
A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes, mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.
A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.
A filosofia por trás disso pode ser sincera, mas na sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.
A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressucitando-o em novidade de vida.
O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.
Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas, mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo, mas um ultimato.
Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.
O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.
Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.
Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformadores, os revivalistas, colocaram aí a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da operação divina.
Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder.
Queridos, coloco, tais pensamentos diante de suas mentes. O que você pensa agora sobre a cruz de Cristo? Eu não posso dizer; mas não posso desejar a você algo melhor do que isto – que você possa ser capaz de dizer com o apóstolo Paulo, antes de você morrer ou apresentar-se ao Senhor, "Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo".

Seguindo os passos do Mestre....

Texto: 1João: 2:6

João disse: "Aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou." (1João: 2:6).
"Andar como ele andou" significa seguir o comportamento de alguém seja de modo positivo ou negativo. Na primeira carta de Pedro capitulo dois temos essa recomendação do apostolo "Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos..." 1Pe 2.22
No Salmo primeiro encontra-se bem explicito verbo andar no sentido negativo: "Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios. Salmo 1:1". Fica bem claro que, segundo a Palavra de Deus, o homem feliz é aquele que não se comporta, não tem a vida ou segue a filosofia do ímpio.
Em 1 Reis 15:26, há um outro exemplo negativo: "Fez o que era mau perante o SENHOR e andou nos caminhos de seu pai e no pecado com que seu pai fizera pecar a Israel." O Rei a que refere o texto foi Nadabe e seu pai foi Jeroboão.
Positivamente a Bíblia cita o Rei Josias: "Fez ele o que era reto perante o SENHOR, andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda." 2 Reis 22:2.
Em Gênesis 17:1 está registrada a ordem que Deus deu ao Patriarca Abraão: Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: "Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito." Deus estava dizendo a Abraão que ele devia ter as mesmas virtudes espirituais de Enoque
"E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas.... visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus." (Gênesis 5:22) Hb 11.22 o qual andava com Deus e de Noé, que foi assim descrito:
"Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gênesis 6:9."
Esse texto base 1João: 2:6 diz que quem está nele também deve andar como ele andou - tem profundo significado para a vida do crente. É uma exortação do apostolo João e nos leva a uma verificação intima, a um auto-exame que também foi ordenado por Paulo aos da Igreja de Corinto: Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. 2 Corintios 13:5 "Estar em Cristo é o inicio da vida cristã. Permanecer nEle é a continuação da vida cristã. Por isso é da nossa responsabilidade em nosso andar diário, um andar que seja a cópia do andar de Cristo na terra. É nossa responsabilidade de permanecer Nele".

"Quando vivemos a vida moral de Deus, então estamos "andando" como verdadeiros crentes". É o que nos ensina R.N. Champlin.
Andar como Cristo andou é diferente de andar por onde Cristo andou. Ao cristão é emocionante passar pelos sítios onde Jesus exerceu o seu ministério, mas isso não contribui para sua santificação. Martinho Lutero (1483-1546) observou que não "nos cumpre imitar o andar de Cristo por sobre o mar, mas a sua maneira normal de andar. Assim também devemos buscar a santidade e a bondade, ainda que não possamos praticar coisas maravilhosas, conforme Ele fez". Andar como Ele andou é o imperativo moral do evangelho é a santificação em ação. O apostolo Paulo com grande coragem e convicção nos deixou seu testemunho: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus." 1a. Corintios 11:1 e Gálatas 6:17. A vida do apóstolo foi de completa dedicação, submissão e identificação com Cristo.
Paulo fez um apelo aos crentes de Efeso, para que tivessem consciência que suas vidas haviam sido mudadas: "Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor". "Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; ANDAI como filhos da luz." Efesios 4:1-2 e 5:8.
A sociedade identifica logo aquele que tem a vida de Cristo, a luz, por mais débil que seja é notada. Isto aconteceu com os primeiros apóstolos: "Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus." Atos 4:13. Vejamos alguns aspectos do caráter de Cristo Jesus que devem marcar a vida daquele que diz estar nele.

Humilde:
"Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também." João 13:12 a 15
Jesus se esvaziou, deixando a glória do céu, para servir aos homens. "Seja a ATITUDE (o Andar) de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!" (Filipenses 2:5-8).
Ele mostrou que nós devemos nos humilhar para servir aos outros. Como ele lavou os pés, nós devemos procurar oportunidades para humildemente servir uns aos outros.
A humildade é preciosa aos olhos de Deus; ela conserva a alma na tranqüilidade e contentamento, mesmo em meio às dificuldades diárias e gera a paciência e resignação nos momentos mais difíceis possíveis.
Pode-se defini-la como "um sentimento que leva a pessoa a reconhecer suas próprias limitações; é um sentimento de extrema importância no coração do homem que procura santificar-se, na realidade, sem esta evidência do caráter de Cristo, é impossível servir integralmente ao Eterno

Orador: (Homem de oração). Aspecto do caráter
"Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus." Lucas 6:12. Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Lucas 18:1
A fidelidade total, a confiança, os ensinos, a vida de Jesus e o testemunho de terceiros sobre ele nos revelam que Jesus é um homem de oração: Jesus orou realmente! (Jo 17; Hb 10:5-7; Mc 1:35; Mt 14:23; Mt 26:36ss; Jo 11:41-42; Lc 23:24).
Jesus Cristo é o nosso modelo de oração intercessória. Ele orou por aqueles que estavam doentes e possuídos por demónios. Ele orou pelos Seus discípulos. Ele até orou por mim e por você ao interceder por todos aqueles que iriam acreditar Nele "E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;" JO 17.20 Jesus continuou o seu ministério de intercessão após sua morte e ressurreição quando voltou ao Céu, onde agora intercede por nós. "...Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós." Rm 8.34

Íntegro, integridade
Ele nunca pecou. Observe o que Pedro afirmou: "Ele não cometeu nenhum pecado..." (I Pe 2. 22a). Por mais severo que fosse o teste, por mais forte que fossem as pressões do mundo para levá-lo a pecar, ele permaneceu fiel ao Pai e a sua vontade. Sigamos seu exemplo! Os motivos para pecar nunca são grandes demais, pois em Cristo, sempre temos motivos mais fortes para evitá-los
Segundo: Ele nunca mentiu. Uma pequena mentira poderia livrá-lo de todo aquele infortúnio, mas o Mestre nunca disse uma só mentira (v. 22b). Sempre foi verdadeiro, transparente e honesto.
Terceiro: Ele nunca revidou. O apóstolo explica que Jesus quando foi insultado, jamais revidou os insultos (v. 23a). Ele não se vingava, nem lutava para se defender, mas suportava com paciência. ( não fica fazendo corpo mole..)
Quarto: Ele nunca ameaçou (v. 23b). Bastava uma palavra para exterminar todos os inimigos, mas ele preferiu se calar.

Servo:
"Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Marcos 10:45.
Jesus morreu por nós e nos salvou exatamente para andarmos em seus passos. Observe o que o texto nos diz: "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados". (I Pe 2:24). Na Bíblia Viva está traduzindo assim: ...morreu na cruz a fim de que possamos morrer para o pecado e viver, daqui em diante, uma vida santa.
Viver a vida de Jesus, significa andar por onde ele andou, seguindo o exemplo deixado por ele. Foi para isso que fomos redimidos. Aliás, algo impressionante chama-nos a atenção nas palavras de Pedro quando diz: "...para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça (I Pe 2:24)." Ele nos faz entender que não somos salvos porque seguimos os passos de Cristo, mas, seguimos os passos de Cristo porque fomos salvos. Para ser salvo, o pecador não precisa de um exemplo, mas de um Salvador. Mas, após ser salvo, deseja seguir de perto as pegadas de quem o salvou.

Obediente ao Pai:
"Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra." João 4:34.
Ele sempre se sujeitou. Ao contrário de tudo, Jesus preferiu se entregar vontade do Pai (cf. v. 23c). Ele não buscou vingança, nem fez justiça por conta própria, mas confiou na justiça do Pai. O ser humano tem a tendência a revidar e exigir o que lhe é de direito. Mas essa é a reação natural dos não cristãos; nós, porém, devemos ser diferentes. "Qualquer um é capaz de revidar; mas só o cristão cheio do Espírito Santo pode sujeitar-se e deixar que Deus trave suas batalhas" [Wiersbe (2006:523)] (cf. Rm 12:16-21).
"Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço." João 15:10.

Amoroso:
"Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim." João 13:1.
"Conforta-nos saber que: aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus." Filipenses 1:6.
Mesmo nas nossas fraquezas sua promessa é eterna: "ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mateus 28:20. A
"Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" Rm 8. 37-39

Conclusão
Queridos imitar Jesus. É fazer as coisas do jeito que ele faria
Cristo é o maior exemplo de vida. Ele é a escrita perfeita! Segui-lo é algo extraordinário, contudo não é fácil, pois o caminho de Cristo é o caminho da cruz (Lc 9:23). Trilhar o caminho dele é andar na contra mão do mundo. É dizer não quando todos dizem sim, é diczer sim quando todos dizem não...
Deus tem um alvo para todos os cristãos: serem conformes à imagem de seu Filho (Rm 8:29). Seu filho, Jesus Cristo, foi o ser humano mais extraordinário que já existiu. Foi em tudo magnífico e perfeito. Por isso, segui-lo é o projeto mais precioso que podemos ter para nossa vida
Mas segui-lo não é algo fácil, pois ele mesmo disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me (Mc 8:34)." Mas uma coisa é certa: Vale à pena seguir as pegadas dele. Ele nos entende, pois também sofreu como nós sofremos. Ele se tornou um de nós e provou que é possível vencer o mundo.
Diante das pressões, ele não pecou, nem mentiu. Diante das afrontas, ele não revidou nem ameaçou. Ao contrário, entregou-se totalmente à vontade do Pai.
Ele morreu a nossa morte, para vivermos a vida santa e plena que nos deu. Por isso, diante de cada decisão, cada proposta, cada situação de conflito, cada aflição, sempre pergunte: "Em meu lugar o que faria Jesus?" Siga os passos de Jesus, pois, ao segui-lo, você sempre será aperfeiçoado, acompanhado e compreendido por ele.

semeadura e colheita

  É tempo de novos sonhos e desafios. É tempo de investimento e semeadura. A vida é feita de escolhas e decisões. Se fizermos escolhas erradas e tomarmos a direção errada distanciar-nos-emos do alvo de Deus para nossa vida. Se fizermos uma semeadura errada, no campo errado, faremos também uma colheita errada. A lei da semeadura e da colheita é universal. Colhemos o que semeamos, e colhemos mais do que plantamos. Destacaremos alguns princípios para a nossa reflexão:
1. A semeadura exige um tempo de preparação. Antes de semear um campo, o agricultor prepara o terreno. Lançar a preciosa semente sem primeiro arar a terra é trabalhar para o desastre. Na parábola de Jesus, o semeador lançou a semente à beira do caminho, no chão batido e sem umidade. A semente não penetrou na terra e por isso, as aves dos céus vieram e comeram-na. Lançou também a semente no terreno pedregoso e a semente até nasceu, mas por falta de umidade, mais tarde secou. De igual forma, semeou no meio dos espinheiros e a semente ao nascer foi sufocada, e mirrada, não produziu frutos. Apenas a semente que caiu na boa terra frutificou a trinta, a sessenta e a cem por um. Nós somos os semeadores e também o campo onde a semente é lançada. Precisamos preparar nosso coração para receber essa divina semente!
2. A semeadura exige esforço e sacrifício. O salmista diz que quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. Muitas vezes devemos umedecer o solo duro com as nossas próprias lágrimas. Semear não é coisa fácil: exige preparo, esforço e sacrifício. Para semear precisamos sair e nos desinstalar do nosso comodismo. Às vezes, nessa semeadura nós encontramos toda sorte de resistência. Na parábola do semeador a semente foi atacada pelos seres espirituais, racionais e irracionais. O diabo, os homens, as aves, os espinhos e as pedras conspiraram contra a semente. O diabo rouba, os homens pisam, as aves arrebatam, os espinhos picam e as pedras ferem a semente. É por isso, que a semeadura, muitas vezes, arranca lágrimas dos nossos olhos. Mas, o semeador não desiste por causa do sacrifício da semeadura, ele sai andando e chorando enquanto semeia pela certeza de que a colheita é certa, abundante e feliz.
3. A semeadura determinada a colheita. Nós colhemos o que semeamos. A colheita é da mesma natureza da semeadura. Aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Quem semeia amizade, colhe afeto. Quem semeia amor, colhe simpatia. Quem semeia bondade, colhe misericórdia. Quem semeia no Espírito, do Espírito colhe vida eterna; mas quem semeia na carne, da carne colhe corrupção. Não podemos colher figos de espinheiros. A colheita não é apenas da mesma natureza da semeadura, mas também mais numerosa que a semeadura. Quem muito semeia, com abundância ceifará. Quem semeia ventos colhe tempestade. A semeadura é apenas um vento, mas a colheita é uma tempestade. Nossas palavras e ações são sementes que se multiplicam para o bem ou para o mal. Precisamos ser criteriosos na escolha das sementes. Estamos entrando pelos portais de mais um ano. Que tipo de semente nós vamos semear, em nossa vida, em nossa família e em nossa igreja? Que tipo de semeadura nós teremos em nossos estudos, em nossos relacionamentos e em nosso trabalho? Como será nossa semeadura em nossa vida espiritual? Que Deus nos ajude a semearmos com alegria e com abundância no campo certo, usando as sementes certas, para colhermos os frutos certos. Nós somos a lavoura de Deus e ele espera de nós muitos frutos, pois é assim que ele é glorificado

Servindo a maneira de Deus

Texto: 2 Sm 6.1-11

Um dos textos mais chocantes do Velho Testamento é este no qual Uzá é fulminado por Deus por ter tocado na Arca da Aliança quando os bois que a levavam tropeçaram (II Sm 6: 1-11). Assusta não apenas ao leitor de hoje, mas também apavorou a Davi na hora em que aconteceu. Essa é uma passagem interessante a qual o Senhor nos adverte para não cometermos o mesmo erro que Uzá cometeu ao tentar segurar a arca da aliança quando a mesma estava pendendo.
Era um dia de grande alegria em Israel. "Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com trombetas" (1 Crônicas 13:8). Depois de mais de 40 anos de desprezo, a arca de Deus estava voltando para ficar novamente no meio do povo de Israel (1 Crônicas 13:1-3; 1 Samuel 4:1-11).
Esse objeto tão sagrado para o povo foi incrivelmente largado juntando pó em Siló, por alguns anos. Durante esse tempo o povo perdeu o seu senso de temor e de maravilha que uma vez sentira com respeito a arca poderia se dizer que juntara-se pó também nas almas dos israelitas. Foi então que vieram as guerras com os temíveis Filisteus. Desesperados por um bom objeto de sorte que os protegesse, os israelitas tiraram o pó da arca de Deus e trouxeram para a batalha.
É claro que eles não queriam se arrepender e tornar-se um povo fiel ao Senhor, muito pelo contrario a sua filosofia era "viveremos uma vida perversa e egoísta, mas quando entrarmos numa luta poderemos invocar o nome de nome de Deus e Ele ganharam a batalha para nós", esse era o pensamentos real deles, alias irmãos esse pensamento tem sido o mesmo de muitas pessoas só querem Deus quando é convenientes para eles... para uma cura, para uma benção na família, na empresa etc. Deus só serve para essas coisas.mas uma coisa vou lhe dizer irmãos, esse tipo de gente vai quebrar a cara e se dar muito mal do mesmo jeito que o povo de Israel se deu.
A bíblia nos conta que na primeira batalha eles perderam 4000 homens, eles pararam coçaram a cabeça como que dizendo ué o que deu errado a arca esta conosco. Foram para segunda batalha e mais trinta mil homens morreram numa triste derrota e o mais terrível a arca foi levada pelos filisteus. É assim irmão que acontece com quem não teme a Deus, ele mesmo se torna o seu inimigo e com certeza a vida dessa pessoa não vai virar em nada só em tristeza e morte.
Ao levarem a arca os Filisteus enfrentaram grandes desesperos por contas das doenças que os sobrevieram, a desgraça era tanta que ele evitavam a arca como um soldado evita uma granada atirada contra ele numa guerra. Colocaram a arca num carro de bois e enviaram de volta a Israel.
A arca esteve na casa de Abinadabe, numa montanha em Quiriate-Jearim por vinte anos. Havia sido devolvida a Israel pelos filisteus depois de uma grande crise geral de ratos e hemorróidas (I Samuel 5 e 6), imagine! Eles só conseguiram ficar com a arca seqüestrada por sete meses, e a devolveram aos israelitas em desespero, acompanhada do estranho "sacrifício" que o Deus deles pedia: hemorroidinhas e ratinhos de ouro. Daí ela foi parar em Bete-semes. O povo de lá recebeu-a com curiosidade e, ignorando completamente as leis levíticas e sacerdotais, abriram a arca santa para olhar dentro! Deus então feriu mais de cinqüenta mil homens de dentre eles, para se fazer entendido.
Os Bete-semitas ao invés de se arrependerem e se preparem para a tarefa de se comportarem com a arca de maneira apropriada, não, fizeram foi tratar de se livrar dela rapidamente. Chamaram os homens de Quiriate-Jearim e deram o "presente de grego" para eles. Já o pessoal de Quiriate era diferente. Abinadabe foi consagrado por eles para ser o guardador da arca, e tudo com certeza na mais perfeita conformidade com a palavra de Deus. A arca ficou na casa dele, tranqüila, por vinte anos…
Até que, aí que chegamos ao nosso ponto, a arca teve de ser retirada para ser levada de volta à Jerusalém. Davi estava ansioso por restaurar a arca do Senhor ao local onde ela pertencia. Mandou trazer a arca. O pessoal se põe a caminho. Mete a arca num carro de boi e pé na estrada. Só que um dos bois, lá pelas tantas dá um tropeção. A arca balança, balança, vai cair… foi então que Uzá estendeu sua mão para segura-la, e Deus o matou instantaneamente.
Para entender o porquê isso aconteceu com Uzá precisamos saber mais a respeito da arca de Deus o que ela representava de fato: A palavra arca significa uma "caixa" ou "gaveta", no entanto não era uma caixa comum. Caixa e tampa de madeira de acácia, também não era impressionantemente grande, tendo aproximadamente 1,15cm metros de comprimento e quase 0,70cm de largura e de altura. Cobriu-se de ouro puro por dentro e por fora. Para seu transporte, necessário para um povo ainda nômade (nómada), foram colocadas quatro argolas de ouro nas laterais, onde foram transpassados varas de acácia recobertas de ouro. Assim, o objeto podia ser carregado pelo meio do povo. - (Êxodo 25:10 a 16). Contudo irmãos essa caixa para os antigos hebreus era o mais sagrado artefato.
A arca continha três objetos: uma jarra de ouro que guardava o miraculoso maná que havia caído do Céu quando Deus alimentou Israel no deserto; a vara de Arão, isto é, seu cajado, que havia tão miraculosamente brotado, muito depois de ela ter-se tornado um pedaço de madeira morta; e os itens grandes, as tábuas onde estavam escritos os dez mandamentos.
Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth", foi esculpida uma peça em ouro, formada por dois querubins ajoelhados de frente um para o outro, cujas asas esticadas para frente, tocavam-se na extremidade, formando um arco, de modo defensor e protetor. Eles se curvavam em direção à tampa em atitude de adoração (Êxodo 25:10-21; 37:7-9). Segundo relato bibico, Deus se fazia presente no propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro em uma presença misteriosa que os Judeus chamavam Shekinah ou presença de Deus.
A Arca fazia parte do conjunto do Tabernáculo, com outras tantas especificações. Ela ficaria repousada sobre um altar, também de madeira coberto de ouro, com uma coroa de ouro ao lado. Somente os sacerdotes levitas poderiam transportar a tocar na arca, e apenas o Sumo-Sacerdote, uma vez por ano, no dia da expiação, quando a Luz de Shekiná se manifestava, entrava no santíssimo do templo. Estando ele em pecado, morreria instantaneamente.
Segundo a Bíblia, Deus revelava-se como uma fumaça que se manifestava com sua shekiná (Presença) entre os querubins que tinham asas de anjos, corpo de homem e rosto de bebê, e que estavam ligados em baixo pelos joelhos em cima do propiciatório e ligados em cima pelas asas que sendo assim formava um circulo entre eles (simbolizando tudo que é ligado na terra Também será ligado no céu) e era justamente onde estava a shekiná e era ali que DEUS falava com Moises. Tocá-la era um ato tolo, pois quem a tocasse era logo morto pela ira de DEUS, razão pela qual existiam varas para seu transporte. Ninguém poderia também olhar para dentro dela. Num dado episódio 70 homens morreram porque olharam dentro dela 1 Sm 6.19
A Arca representava o próprio Deus entre os homens. A crença de Sua presença ativa fez com que os hebreus, por várias vezes, carregassem o objeto à frente de seus exércitos nas batalhas realizadas durante a conquista de Canaã. Inicialmente, a presença da Arca era suficiente para que pequenos contingentes hebreus aniquilassem exércitos cananeus inteiros. Mas quando dispensavam-na, sofriam derrotas desastrosas.
Enfim a Arca era o símbolo máximo da presença de Deus. Ela caminhava à frente do povo durante as suas andanças pelo deserto e indicou o ponto exato por onde Israel deveria atravessar o Jordão. Depois da construção de um Templo Fixo, permaneceu intocável no compartimento mais nobre da construção. Perante ela o Sacerdote intercedia pelo povo

Contexto
Davi tinha acabado de tomar a cidade de Jerusalém e subido ao trono. O homem segundo o coração de Deus mal podia esperar para trazer a arca ao centro da cidade. A presença de Deus estava na arca e Davi queria "A Presença" segura no coração da capital. Israel e Judá tinham sido duramente divididas, mas agora juntas elas tinham uma nova capital, que não era nem em Israel nem em Judá. Recolocada em Jerusalém, a arca pertencia a todo o povo de Deus. Ela ajudaria a solidificar o reino do ponto de vista político e religioso.
No entanto queridos irmãos, Davi fez exatamente o que os Filisteus tinham feito com a arca de Deus: ele a puxou numa carroça e a caminho de Jerusalém milhares de israelitas em procissão festiva gritando e cantando, fazendo a maior festa foi quando o impensável aconteceu os bois tropeçaram fazendo com que a arca cambaleasse e Uzá instintivamente colocou sua mão para protegê-la
Uma pergunta surge em nossos corações: Por que Deus atingiu a Uzá? Que é que entra realmente nesta questão?
Sabe irmãos pensando a esse respeito e olhando para os dias de hoje percebi que a semelhança de nossos irmãos palestinos, freqüentemente tendemos a reduzir o Deus todo poderoso a um símbolo de boa sorte numa caixa.
E o grande problema de Uzá não foi que, com boas intenções, ele cometeu um pequeno erro. Oh, não. Uzá sabia exatamente o que estava fazendo. Ele era levita, um coatita, especificamente encarregado de tomar conta das coisas sagradas da arca (Números 4). De acordo com Êxodo 37, nas laterais da caixa sagrada havia anéis feitos de ouro, através dos quais pólos cobertos de ouro eram enfiados, e somente os coatitas podiam tocar esses pólos e carregar a arca em seus ombros. Ele com certeza sabia a respeito da pena de morte e tinham que tomar o cuidado para não olhar para aquela coisa sagrada e muito menos agarrá-la como se fosse um embrulho qualquer e atirá-la numa carruagem. A arca deveria ser carregada somente pelos sacerdotes, mas Uzá permitiu que ela fosse carregada por bois o que era uma irreverência muito grande.
A questão não é irmãos a caixa em si como sendo algo especial, mas sim que essa caixa representava o própria manifestação de Deus, tratá-la como tal simbolizava reverência para com um Deus Santo o criador do universo.
Uzá tinha com certeza crescido com a presença da arca sem sua casa. Vinte anos de convivência. A arca para ele era como uma peça de mobília ou um artefato de estimação. E esta intimidade lhe foi fatal. O menininho que cresceu acostumado à presença da arca da aliança em sua própria casa, agora homem, cai fulminado na frente de todos por um raio de Deus. Uzá não santificou o nome de Deus. O incidente é uma declaração de quão terrível é a irreverência, de tratar o nome do Senhor e as coisas sagradas com leviandade.

1) Servir com consciência, temor e tremor
E este é a primeira lição que aprendo com Uzá e faço uma pergunta e você tocou na arca ultimamente?
Irmãos quando tornamos o pecado trivial em nossas vidas é semelhante a tocar a arca. Não olhamos o pecado com os olhos de Deus. O pecado matou seu filho, ele é para nós o nosso ponto fraco, uma fraqueza. Algumas pessoas tocam na arca quando assumem uma postura de comodismo frente ao pecado. "A eu sou humano e todo mundo pecou" é verdade, mas isso não nos habilita a permanecer e viver no pecado.
A bíblia diz "A alma que pecar essa morrerá" Qualquer um de nós esta vivo neste momento somente pela misericórdia e graça de um Deus bondoso e paciente. Tratar as coisas de Deus com irreverência, com leviandade, é como tocar na arca. Fico assustado quando, por exemplo, durante a ceia do Senhor ou no momento da palavra as pessoas tagarelam, cochicham, mexem nos celulares tiram a atenção daqueles que tem fome de Deus. O que aconteceria se Deus decidisse trata conosco como tratou com Uzá?
Hans Kung diz: "não fico surpreso por ver que Uzá morreu, e sim que o restante de nós ainda estamos vivos" Somos todos pecadores. Merecemos a morte irmãos.
Com freqüência cantamos hinos que contem o nome de Deus, dirigindo-nos a Ele de modo tão profano, tão irreverente, insensível e quando assim nos portamos perigosamente temos nossas mãos apegadas à arca. Ou quando tratamos a graça da vida de modo barato, esbanjando nossos dons que nos foram dados por Deus num jogo de ocupação trivial? Será que tem sido algo desonrado?
Conta-se uma lenda antiga, do rabino Malaki o Rabino ansioso e devoto orava fervorosa e persistentemente: "Oh Adonai, revela-me Teu verdadeiro nome, de modo quem eu possa conhecê-lo como os anjos conhecem". A cada manhã Malaki erguia esta petição. Finamente, Adonai honrou o pedido do velho rabino, o que fez Malaki voar e esconder-se sob sua cama, ganindo como um animal amedrontado, implorando a Adonai que o ajudasse a esquecer-se do verdadeiro nome.
"maldito é aquele que faz a obra de Deus relaxadamente" Jr 48.10a

2) Servir a maneira de Deus
A segunda lição que aprendo olhando agora para a vida de Davi em relação a esse episódio é que Davi quis agradar a Deus ele disse vou agradar a Deus de uma forma muito grande trazendo a arca de Deus para onde estamos. Davi estava feliz todo povo cantava tinha muita musica e dança ta tudo dando certo e ele pensava é isto que Deus quer. Até que aconteceu o fato com Uzá
E algo que entendi é quantas vezes nós acreditamos que servindo a Deus já estamos agradando a Ele, porque somos líderes, somos pastores, somos levitas, porque temos uma participação na igreja e com isso acreditamos que Deus já esta feliz, porém às vezes vem surpresa como Uzá teve nesse dia, é quando Deus olha a maneira de como o servimos, porque a questão não é só servir, não é só fazer as coisas, é fazê-la a maneira de Deus, da maneira que lhe agrada. A questão não é pregar, a questão é pregar da maneira que fale aquilo que Deus tem para as pessoas. É isso que agrada a Deus, é servir da maneira de Deus.
Às vezes nos dedicamos tanto a obra do Senhor que esquecemos do Senhor da obra e ai o nosso serviço deixa de ser agradável a Deus. Já o nosso ministério não esta sendo edificado por um fundamento correto que é Deus, esta sendo fundamentado em nossa experiência, em nossa sabedoria, em nossa força e por isso muitas vezes começamos a sentir que o ministério é uma carga pesada porque não estamos levando da maneira de Deus, não é como agrada Ele, estamos lutando em nossa própria força, em nossa própria sabedoria, na nossa experiência e Deus quer que voltemos para Ele, que não importa aquilo que façamos o quão pequeno seja o nosso serviço para Ele sempre devemos voltar para Ele, e possamos perguntar-lhe estou naquilo que Tu queres, é assim que Tu queres.
E isso que Deus olha em nosso coração, Deus olha nossa atitude, Deus olha porque estamos fazendo aquilo que fazemos e é quando ele olha o nosso coração e vê que muitas vezes nossa atitude não é a correta, diante de todo o mundo é o Maximo e às vezes a muitas pessoas que vão te elogiar e te louvar então você acredita que esta fazendo a melhor coisa e acredita que Deus esta feliz, mas Deus não vê como vê o homem, Deus sempre olha o coração, Ele sempre vai mais adiante e quando alguém deixa que Ele o olhe é nessa hora que percebemos que temos falhado com Ele, que estamos perdendo, estamos servindo, mas não como agrada a Ele. A nossa motivação deve ser o amor as pessoas e não fazer em busca de um reconhecimento.
Talvez tenha sido esse sentimento que Davi teve diante desse episódio acreditar que Deus estava feliz com ele e descobrir que não era bem assim e Deus quer que hoje você olhe para Ele e possa enxergar como esta a sua relação com Ele e se algum momento você começou a andar sozinho e deixou Deus em algum lugar em seu caminho, se algum momento a sua atitude mudou, se como você esta servindo é como Deus se agrada ou então simplesmente você esta fazendo as coisas só por fazer, baseada em sua própria força e sabedoria, mas não esta mais buscando a Ele e o que esta sustentando seu ministério não é Ele.
Hoje eu sei que Deus te trouxe aqui neste lugar por que quer falar ao seu coração, Ele precisa colocar motivações corretas e não haverá motivação correta se a sua relação com Deus estiver mal. O que você vai falar a sua Igreja, o que você vai falar as pessoas se você não esta vivendo uma relação plena com Deus, se você esta fazendo muitas coisas, mas esta distante de dEle, hoje é um dia para que você volte para Ele e decida fazer as coisas da maneira que agrada a Ele.

OS SONHOS DE DEUS PARA NOSSA VIDA.

Quero falar sobre sonho nessa noite. Alguém tem um sonho aqui? Eu tenho! Vários!!! Alguns já se realizaram outros ainda não. Quando era criança eu sonhava muito. Sonhava com o meu futuro! Quantos sonhos você tem? Quantos já se cumpriram em sua vida?
Talvez teu sonho seja comprar uma casa, fazer uma viagem, ter um filho, casar-se, comprar um carro. Quem sabe você já está vivendo algum tempo esperando que esse sonho se concretize ou até esteja se preparando para quando ele for acontecer. Não há algo melhor do que sonhar com o que desejamos. Quando sonhamos a gente idealiza o desejo que temos em nosso coração.
Um casal quando sonha com seu futuro filhinho, começa a imaginá-lo em seus braços, imaginar os primeiros passos, imaginar quando seu filho irá aprender a dizer as primeiras palavras...Outros podem estar sonhando com o ingresso na faculdade tão desejada. Quanto suor, lágrimas, noites de estudos, finais de semana, festas e feriados deixados de lado para conquistar um sonho. Ingressar na universidade! Outros estão planejando ha tantos anos comprar sua casa. Economiza de um lado, aperta do outro, faz hora extra, para que um dia o sonho de ter sua casinha seja realizado. Sonhos... Quem nunca sonhou? Quem não está sonhando? Sonhar é desejar ardentemente alguma coisa.
Eu quero falar sobre:

OS SONHOS DE DEUS PARA NOSSA VIDA.
Texto base. Gênesis 12. 1-3 / 15. 1-6
Contexto.
Quem era Abrão?
Um homem escolhido por Deus. Tirado do meio dos seus parentes. Um homem que foi escolhido, para que a humanidade submersa no pecado entrasse numa nova etapa da história.
É em Abrão que o Senhor inicia o fio condutor da história patriarcal. Em Gênesis 12. 1-3 o Senhor faz uma promessa a Abrão. "Sai da tua terra... Vai para a terra que lhe mostrarei."
Antes de o Senhor lhe fazer uma promessa, Ele lhe da uma ordem. E aqui meus queridos irmãos, aprendemos um principio importante da palavra de Deus se queremos viver os sonhos de Deus em nossas vidas, é necessário obedecermos ao Senhor! Nossas atitudes causam conseqüências. Se formos obedientes a Deus, veremos a fidelidade do Senhor ao se cumprir as suas promessas. Se não obedecermos, não veremos a ação de Deus em nossa vida. Isso é simples! Abrão ouviu a Deus, entendeu a ordem e obedeceu.
A conseqüência:
  1. De um homem surgiu uma grande nação - sonho realizado!
Imagine se o Senhor Deus fala-se contigo agora, e lhe dissesse que estava lhe chamando para deixar tudo. Trabalho, amigos, família e ir para outro lugar, para uma terra estranha e que de ti, somente de ti ele faria uma grande nação.
Como você agiria? Creria que a voz era de Deus ou acharia que você está ficando louco? O que seus amigos falariam? Você pirou? Perdeu o senso? Você está desequilibrado? Talvez as pessoas lhe olhassem com certa reserva. Alguns começassem a dizer. Coitado do fulano, depois de velho pirou. Anda dizendo por ai que Deus o chamou para construir uma grande nação e agora ele ta deixando tudo para fazer essa loucura! (saindo da zona de conforto)
Um dia certo homem largou tudo que tinha, e passou a dizer que mesmo sendo livre ele se fazia de escravo a fim de ganhar o maior número de vidas para Jesus que fosse possível. Esse mesmo homem disse: "A loucura de Deus é mais sábia do que os homens..." 1 Cor. 1-25.
Contar: "Fale para aquele rapaz que Eu o amo!"
2) Quando obedecemos a Deus somos abençoado!
Haviam dois verbos hebraicos com sentido de abençoar.
Ashrê Usado quando o homem faz algo que mereça ser abençoado
Barak Quando o homem é abençoado por iniciativa exclusiva de Deus, sem merecimento algum.
Abrão tinha essa benção de Deus, Barak, ele não havia feito nada para merecê-la, simplesmente o Senhor lhe escolheu e decidiu que através dele, iniciaria uma grande nação.
Amados, nós somos abençoados por Deus e não há nada que façamos para mudar isso. Sua benção está sobre a nossa vida. Quando o Senhor coloca um sonho em nosso coração, não importa como, quando e nem onde. Tenha apenas uma certeza. Ele vai se cumprir!!! Sabe por quê? Você é abençoado por Ele! O Senhor decidiu abençoar sua vida. Mesmo sem que tenha feito alguma coisa boa. Ele te escolheu. O Senhor olhou para você dentro do ventre da sua mãe e lhe abençoou!
O inimigo tenta nos atacar de várias formas, mas uma maneira que ele tenta muito é dizendo que não temos valor, que ninguém se importa conosco, que estamos aqui por acaso, que servimos apenas para atrapalhar a vida dos outros. Isso é uma mentira! A única coisa que o inimigo sabe fazer é mentir! Pois na verdade ele sabe muito bem que nós somos abençoados por Deus, e ser abençoado por Deus significa que o Senhor fez descer sobre a pessoa Salvação.
Somos abençoados porque estamos selados com a salvação. O propósito de Deus em abençoar Abrão, não é mérito dele, mas para a salvação de todas as nações.
Meu irmão, não permita que o inimigo plante em seu coração que você não tem valor. Lembre-se sempre que você é abençoado por Deus. E que nada tem mais valor para Deus do que a sua vida.
Deus plantou um sonho em seu coração. Ele vai cumprir. O inimigo pode tentar contra você colocando desânimo em seu coração; Seus amigos podem não crer e ainda lhe chamar de louco; Seus familiares podem tentá-lo fazer desistir; Você pode até desanimar, mas uma coisa é certa. Os sonhos de Deus irão se cumprir em sua vida!
Vimos que o Senhor havia feito uma promessa para Abrão no capitulo 12 e que ele obedeceu a Deus. Agora o Senhor lhe apareceu de novo confirmando os sonhos para Abrão.
Percebemos que ele está vivendo um tempo difícil em sua vida. Ele já passou por muitas coisas, saiu da terra, habitou em Siquém, passou pela fome que sobreveio sobre a terra, peregrinou pelo Egito, separou-se do seu sobrinho Ló e tantas outras coisas.
Você já reparou que quando Deus coloca um sonho em nosso coração nos enchemos de alegria e entusiasmos, passamos a viver na expectativa de que o Senhor se cumpra em nossas vidas. Começamos a planejar, a visualizar, a fazer planos, mas ai vem o tempo. Ou seja o momento da espera, do aguardar e é a onde muitos desistem de sonhar.
Deus deu um sonho para nossas vidas, isso é certo. O que não estamos preparados é para o tempo de Deus.
Em primeiro lugar amado. Precisamos aprender que o tempo é de Deus e não nosso!
Estamos condicionados a viver controlando o tempo. Temos horário para fazer tudo. Hoje todas as coisas tem que ser muito rápidas. Até para comer. Sempre procuramos lugares que sirvam rapidamente. Não gostamos de esperar. Se tivermos que esperar logo surge o mau humor!
Essa necessidade de não se perder tempo faz com que muitas vezes, priorizemos o que não devia ter valor primário em nossas vidas. Por causa da loucura do tempo que estamos vivendo, acabamos não tendo tempo para o que realmente é importante.
No trabalho estamos fazendo tudo rápido para que não se perca o prazo. Em casa, por muitas vezes, estamos tão preocupados com os problemas pessoas que não temos tempo para os filhos, esposa, esposo, para sentarmos a mesa e fazer uma refeição em família, não tempos tempo para nos sentarmos em família e apenas conversarmos. Não temos tempo para ouvir um amigo que precisa apenas de atenção. Vivemos condicionado a não perder-se tempo.
Como agir diante dessa situação?
O tempo de Deus não é como o nosso. O Senhor não está ligado em prazos de entregas para realizar os nossos sonhos. O tempo é dele!
Tem muita gente que imagina o céu como uma repartição – departamento de expedição. Gabriel você já conferiu a data de entrega dos sonhos das minhas ovelhas lá da Guaratuba? Não atrase! Se você atrasar teremos que descontar do seu salário!
O duro é que tem gente que crê ser assim. Vêm a igreja, achando que está entrando numa loja de fast food, onde ele faz o pedido e em questão de minutos o recebe. Deus deixa de ser o Senhor para se tornar servo do Homem.
Não é esse Deus que eu conheço. O meu Deus tem o controle total da minha vida, mesmo que muitas vezes seja difícil saber esperar no Senhor, mesmo que por muitas vezes eu tente pegar um atalho, eu sei muito bem que o melhor a se fazer é esperar em Deus!
Meu irmão, o melhor lugar que você pode estar é debaixo da vontade de Deus. Pode o mundo inteiro estar caindo em sua volta, todas as coisas podem estar mostrando que seu sonho é impossível, que tudo está indo contra, que o mundo inteiro não crê que seja possível, mesmo assim o Senhor lhe dará uma paz que excede todo entendimento e a certeza de que a palavra do Senhor não voltará atrás, pois Ele não é homem para mentir.
Sabe por que podemos crer que os sonhos de Deus irão se realizar em nossas vidas? Porque Deus é fiel! Ele foi fiel quando disse para Moisés para marcharem e o mar se abriu para passarem e depois engolir o exército Egípcio! Ele foi fiel com Noé quando disse para construir uma Arca no meio do deserto e viu o dilúvio se encher toda a terra. Ele foi fiel com Elias quando desafiou os 400 profetas de Baal e viu o fogo cair do céu pelo poder de Deus. O tempo de Deus é diferente do tempo do homem porque o Senhor quer mostrar sua fidelidade.
Segundo lugar: O tempo de Deus serve para forjar o nosso caráter.
Porque você acha que o tempo de Deus não acontece da maneira como você esperava?
Deus é mau? Ele é sádico? Gosta de fazer seus filhos sofrerem? Não!!!!
Você já viu como é que trabalha um ourives? Ele pega o ouro, ainda cheio de impureza. Ele sabe que embaixo de todas aquelas impurezas existe uma pedra valorosa e que vale a pena trabalhar nela.
Para isso ele leva ao fogo, e no fogo todas as impurezas são retiradas dela.
Você já viu um atleta vencendo uma corrida de 100 metros? Você acha que um corredor sempre correu daquela maneira? É claro que não. Havia um potencial naquela pessoa, mas para que esse potencial fosse aproveitado, foi necessário muito tempo de treinamento.
Veja meu amado. Para que o sonho de Deus se realize, é necessário que nosso caráter seja forjado. Precisamos encarar a fornalha para que as impurezas sejam tiradas. Precisamos ser treinados para que nosso potencial seja aproveitado totalmente.
Ou seja, só veremos o realizar dos sonhos de Deus em nossas vidas quando estivermos prontos, deixe ele lapidar a sua vida e tirar tudo aquilo que é impuro em sua vida.
Em terceiro lugar: Você não precisa ver você precisa crer que os sonhos se realizarão!
Abrão questionou a promessa do Senhor, por não ter um herdeiro, mas o Senhor fez com que ele olha-se para as estrelas.
Você pode imaginar-se numa situação assim? Todas a as coisas indicam que o sonho está cada vez mais distante, a esperança estava sendo vencida pelo desespero.
A pior atitude que o ser humano pode tomar é perder a esperança. Um homem sem esperança não tem motivo de viver. Sua vida se torna seca, vazia, há um oco dentro de si. Perde o rumo fica completamente perdido. E o desejo que o mundo acabe para ele torna-se uma realidade. Por que pessoas têm tirado sua vida? Simplesmente por não terem mais esperança, por terem perdido a fé, por não conseguirem mais crer numa mudança em suas vidas.
Não creio que essa era a situação que Abrão estava vivendo. Mas havia a incerteza de que o sonho realmente se realizaria em sua vida, pois para tornar-se uma grande nação havia necessidade de um herdeiro e até aquele momento Abrão não tinha um filho se quer! E para ajudar a atrapalhar a sua idade bem como a da sua esposa já era avançada.
Meus amados aquilo que é impossível para nós, em Deus é possível. Aquilo que é desespero, o Senhor transforma em esperança; O que era caos, o Senhor põe em ordem!
A resposta do Senhor foi: "Conduziu para fora e lhe disse para contar as estrelas se ele pudesse."
1) O Senhor nos faz ver além das possibilidades.
Abrão via como possibilidade apenas Eliézer seu servo. Que possibilidades você está vendo para que os sonhos de Deus cumpram-se em sua vida?
O Senhor me prometeu, mas acho q não é bem assim, pela forma que estou vivendo, acho q não vai dar certo. Esse sonho é uma utopia, talvez eu tenha idealizado demais. Não há como isso acontecer e além do mais já faz tanto tempo.
Imagine se José tivesse pensado assim quando foi levado cativo para o Egito ou quando ficou preso injustamente? Se Daniel tivesse pensado assim quando era levado para ser jogado na cova dos leões ou se Sadraque, Mesaque e Abdenego tivessem clamado por misericórdia diante da condenação da fornalha ardente?
Nenhum deles desistiu, mas mantiveram-se firmes diante das dificuldades. Como disse o salmista: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum porque Tu estás comigo! Olha além das possibilidade meu amado!
2) O Senhor nos mostra além do que conseguimos enxergar.
Deus ordenou para que saísse. De certa forma nós vamos acomodando com o passar do tempo. No começo estamos orando, visualizando, fazendo planos, mas como as coisas começam a demorar-se acabamos nos acomodando. Entramos num lugar muito perigoso chamado zona de conforto.
Talvez o meio que você esteja vivendo não lhe ajude a ver os sonhos de Deus para sua vida. É preciso sair para fora, dar um passo de fé em direção ao Senhor.
3) O Senhor nos faz trazer a existência o que ainda não existe.
Imagine só uma cena como essas, Abrão olhando para os céus do oriente médio, olhando para a noite estrelada e tentando contar as estrelas que haviam no céu e vendo em cada estrela os seus descendentes. Talvez ele tenha tentando contar várias vezes, talvez tenha perdido a conta. Depois de ter tentado contar ele poderia muito bem ter respondido. Não posso Senhor, são muitas estrelas! Assim será a tua descendência.
Abrão só queria um herdeiro e o Senhor faz com que ele veja pela fé todas as gerações que viriam por ele. Deus faz infinitamente mais de tudo quanto podemos pensar ou imaginar conforme seu poder que opera em nós! Efésios 3.20
Se o momento que você está vivendo não lhe está ajudando a ver os sonhos de Deus para sua vida. Feche os teus olhos e abra os olhos espirituais para que possa enxergar pela fé os sonhos de Deus em sua vida.
4) Quarto lugar: Viva os sonhos de Deus pela fé!
No capitulo 17 o Senhor muda o nome de Abrão para Abraão e Sarai para Sara. Mas qual o motivo da mudança? Imagine um homem de 99 anos vivendo a esperança de uma promessa para sua vida de que ele seria pai de numerosa nação. O que será que seus amigos, familiares, vizinhos pensavam disso. Creio que o respeitava, pela sua fé e principalmente pela idade.
Mas a partir do momento que ele mudou seu nome acredito que houve um alvoroço no meio do povo que Abraão vivia. Abraão significa pai de numerosa nação! E Sara, Princesa, mãe de muitos filhos.
Imagine a cena. Abraão e Sara conversando no meio dos seus amigos o que eles pensariam diante disso. Diz Sara: Olá pai de numerosa nação como foi seu dia?Diz Abraão: Olá minha Princesa, mãe de muitos filhos, meu dia foi ótimo.
É assim que precisamos crer meus amados, trazendo a existência o que ainda não existe. Precisamos sonhar a cada dia com os sonhos de Deus para a nossa vida. Uma coisa é certa quando o Sonho de Deus se realizar em sua vida, todas as pessoas verão o poder Deus sobre você e aqueles que nunca acreditaram se curvarão diante da majestade do Senhor!
Abraão creu e viu os sonhos de Deus se realizarem em vida. Sabe por que os sonhos se cumpriram, Deus não é homem para mentir e tudo no mundo pode mudar, mas a palavra do Senhor não. Se ele prometeu ele vai cumprir!!
O significado do nome do filho de Abraão é sorriso. Isso mesmo, Isaque significa sorriso. Quando o Senhor cumprir os seus sonhos em sua vida você vai ficar assim, sorrindo.