2011/08/21

A segunda vinda de Cristo

Referência: APOCALIPSE 1.7
A segunda vinda de Cristo será um evento grandioso. Se em sua primeira vinda Ele manifestou-se como um homem comum, sofrendo todas as implicações físicas dessa condição desde o seu nascimento, no segundo advento Ele aparecerá na sua real condição divina, com grande poder e glória, no comando formado por miríades e miríades de anjos
I. É CERTO QUE CRISTO VOLTARÁ?
Jesus prometeu aos Seus discípulos que Ele regressaria de novo. A Bíblia diz em João 14:1-3 "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também."
Os anjos prometeram que Jesus viria de novo. A Bíblia diz em Atos 1:10-11 "Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir."
É tão certa como foi a sua primeira vinda. As profecias bíblicas sobre o nascimento, morte, ressurreição e ascensão de Jesus se cumpriram literalmente no tempo determinado por Deus.
Existem mais de 300 referências proféticas só no Novo Testamento sobre a SEGUNDA VINDA. É a Palavra inerrante, infalível do Deus que não pode mentir que certifica a realidade da segunda vinda de Cristo.
b) Ap 3.11 Venho em breve! Retenha o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa.
c) Mt 24.30 = ENTÃO APARECERÁ NO CÉU O SINAL DO FILHO DO HOMEM
d) II Pe 3.10 = VIRÁ, ENTRETANTO, COMO LADRÃO, O DIA DO SENHOR.
Na parábola da figueira, contida em Mateus 24:32-33 e proferida no final do sermão profético, Jesus nos revela em que momento ocorreria a sua vinda gloriosa e qual deveria ser a expectativa dos discípulos em relação a ela. Após narrar todos os acontecimentos principais dos últimos tempos, Jesus declara: "...igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo às portas". A que se referia Jesus quando mencionou "todas estas coisas"? Estava referindo-se à série de acontecimentos (sinais) preditos por Ele próprio, momentos antes, no sermão profético que apontam a preparação do cenário
Os sinais
a) O SABER SE MULTIPLICARÁ Dn 12.4 = Século da propulsão à jato, da cibernética, do computador, da internet, da engenharia genética, da tecnociência.
"Tu, porém, Daniel, encerra as palavras, e sela o livro, até o tempo do fim; muitos correrão duma para outra parte, e a ciência se multiplicará"
b) Mt 24.4,5 = O ENGANO RELIGIOSO = Ocultismo, orientalismo, missianismo, espiritismo, Nova Era, pentecostalismo em cruz, ciência se une ao místico.
Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Eu sou o Cristo! ' e enganarão a muitos
c) Mt 24.6-7 = CONVULSÕES NATURAIS, SOCIAIS E POLÍTICAS = Guerras, fomes, epidemias, terremotos.
Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares.
d) Mt 24.12 = MULTIPLICAÇÃO DA INIQUIDADE = Sociedade hedonista, sem absolutos, pã-sexualismo, imoralidade, despudor, pornografia, maldade, violência.
e por se multiplicar a iniqüidade, resfriar-se-á o amor da maior parte dos homens
e) II Ts 2.3 = A APOSTASIA = a deserção da fé, o descomprometimento, o racionalismo, secularismo, liberalismo, ecumenismo.
Ninguém de modo algum vos engane; porque o dia não chegará sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade,
f) II Ts 2.3 = O ANTICRISTO = A unificação política e religiosa do mundo, Nova Era, Consciência cósmica. o filho da perdição
II. POR QUE CRISTO VOLTARÁ?
Na sua primeira vinda Cristo se esvaziou. Nasceu humilde. Num lar humilde. Num berço de palha. Cresceu pobre. Veio como servo. Veio como cordeiro. Veio como ovelha muda. Veio para morrer na cruz. Veio para se fazer pecado por nós.
Na sua primeira vinda entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Foi humilhado. Cuspido. Surrado. Preso. Traído. Xingado. Pregado na cruz.
Na sua segunda vinda virá como rei exaltado. Como Senhor dos senhores. Como juiz de toda a terra. Virá como leão de Judá. Assentará no trono. Julgará as nações. Todo joelho se dobrará diante Dele.
A Bíblia diz em Mateus 16:27 "Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras." A Bíblia diz em Apocalipse 22:12 "Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda."
1. Ele julgará as nações = Mt 25.31
2. Ele julgará os ímpios =
Ele enviará os seus anjos para recolher os ímpios e lançá-los na fornalha de fogo ardente. Dir-se-lhes-á APARTAI-VOS MALDITOS. Os que escaparam da justiça terrena não escaparão da ira do cordeiro. Os pecados ocultos serão revelados do eirado. Naquele dia será julgado o segredo do coração dos homens. Os ímpios arderão como restolho no fogo. Desejarão a morte, mas esta fugirá deles.
3. Ele julgará os cristãos nominais =
a) Mt 7.21-23 = Muitos naquele dia dirão: SENHOR, SENHOR…
b) Mt 25.11,12 = As virgens loucas baterão à porta tarde demais;
c) Mt 22.11-13 = Não há lugar no banquete sem veste nupcial;
d) Am 5.18 = Aquele será dia de trevas e não de luz;
e) Ml 3.2 = Quem pode suportar o dia da sua vinda?
4. Ele julgará as forças espirituais do mal =
a) A falsa religião = Ap 18,2,20;
b) O anticristo = Ap 19.20;
c) O diabo = Ap 20.10.
5. Ele julgará a igreja =
II Co 5.10 = PORQUE IMPORTA QUE TODOS NÓS COMPAREÇAMOS PERANTE O TRIBUNAL DE CRISTO.
I Co 3.13 = MANIFESTA SE TORNARÁ A OBRA DE CADA UM… As obras serão testadas pelo fogo. Cristo virá para galardoar os santos. Virá para nos dar corpos glorificados. Virá para fazer novas todas as coisas. Virá para exercer justiça. Virá para entregar o Reino ao Deus e Pai.
A Bíblia diz em Hebreus 9:28 "Assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação." Na Segunda Vinda de Cristo, finalmente teremos a completa realidade da nossa salvação. A Bíblia diz em 1 Coríntios 1:7-8 "De maneira que nenhum dom vos falta, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo."
III. QUANDO CRISTO VOLTARÁ?
Não sabemos o dia nem a hora. Todos os que quiseram entrar nesse segredo de Deus caíram no ridículo – Mt 24.36. "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai."
Jesus disse aos discípulos que não lhes competia conhecer o cronos e o Kairós da sua vinda (At 1.6-7).
A segunda vinda será de surpresa = Mt 25.1-13; 25.14-30. 24:42 "Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor."
Será como a chegada do ladrão = a menção à  vinda de Jesus como um "ladrão", procura descrever um fato que será inesperado pela maior parte da população mundial, repentino (num abrir e fechar de olhos) sem aviso prévio e impossível de ser datado com precisão, usando as medidas "dia" e "hora". Será numa época em que as pessoas estarão duvidando da segunda vinda = Será como nos dias de Noé = Não acreditaram que viria o dilúvio e continuaram comendo, bebendo, casando e nem se importaram com o aviso solene de Deus. Vigiai, vigiai. Estai de sobreaviso. Você está preparado?
A Bíblia diz em Mateus 24:37-39 "Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem."
Sabendo quão humano é adiar tudo, que Cristo nos preveniu Jesus para que não sejamos surpreendidos por este acontecimento. A Bíblia diz em Lucas 21:34-36 "Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço. Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem."
Porquê que Jesus está demorando tanto? A Bíblia diz em 2 Pedro 3:8-9 "Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se."
Enquanto esperamos por Jesus, como devemos viver a nossa vida? A Bíblia diz em Tito 2:11-14 "Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras."
Podemos sim ESPERAR e APRESSAR a vinda de Jesus – II Pe 3.11,12.
Perguntaram para João Wesley: O QUE VOCÊ GOSTARIA DE ESTAR FAZENDO QUANDO CRISTO VOLTAR? = O que faço todos os dias, respondeu.
IV. COMO CRISTO VOLTARÁ?
1. Voltará pessoalmente, fisicamente = At 1.9-11
2. Voltará visivelmente = Ap 1.7; Ei-lo que vem com as nuvens. Todo o olho o verá, e aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém
Mt 26.64 Respondeu Jesus: Tu o disseste; contudo vos declaro que vereis mais tarde o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
3. Voltará repentinamente = I Co 15.52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. – Num momento, num pisacar Será como o relâmpago que sai do oriente e vai ao ocidente – Mt 24.27.
4. Voltará gloriosamente = Mt 25.31 – Voltará cavalgando não um jumentinho, mas as nuvens. Virá escoltado pelos anjos. A terra o céu fugirão da sua presença. Agora Ele não virá como advogado, mas como juiz. Virá não como cordeiro, mas como leão. Virá não para perdoar, mas para julgar. Será dia de glória e dia de horror. "Montes caí sobre nós." – "Todos os povos da terra se lamentarão." (Mt 24.30). Será dia de luz e dia de trevas. Será dia de riso e dia de choro e ranger de dentes. Será dia de alegria e dia de remorso.
CONCLUSÃO
Quando Cristo veio ao mundo os céus se cobriram de anjos. Quando Cristo morreu os céus se cobriram de trevas. Quando Cristo voltar os céus e a terra serão abalados. Os ímpios tremerão. É o dia da vingança do Deus todo poderoso. É o dia do juízo. Tudo que foi feito às ocultas virá à luz.
Naquele dia Deus julgará o segredo do coração dos homens. Os livros serão abertos. Não haverá defesa. Não haverá desculpas. Quem não estiver no livro da vida será lançado no lago do fogo.
Mas para os remidos será dia de glória. Dia de coroação. Dia de recompensa. Dia do banquete. Dia do consolo. Dia do descanso. Dia eterno com Jesus e para Jesus.
Oh, dia glorioso! Maranata, vem Senhor Jesus!

Quando o povo de Deus desiste de cantar


Salmos 137.1-9



INTRODUÇÃO


Um escritor afirmou: "Antigas bênçãos não são suficientes para a vida de hoje nem antigas mágoas devem estragar o presente".

Este texto fala do cativeiro babilônico. A gloriosa cidade de Jerusalém havia sido invadida, saqueada e destruída por Nabucodonosor em 586 antes de Cristo. O povo de Judá por não ouvir a voz de Deus e por se corromper moral e espiritualmente foi levado cativo.

Foi um cerco doloroso. Os jovens foram esmagados e passados ao fio da espada. As crianças esmagadas sob as pedras. As jovens foram forçadas. Os que morreram à espada foram mais felizes do que aqueles que morreram de fome dentro das muralhas. Os que tentavam escapar do cerco da morte eram encurralados pelos Edomitas que festejavam a ruína de Jerusalém.

O povo viveu no cativeiro setenta anos. Aqueles que voltaram estão relembrando o passado. Eles estão vivendo de reminiscências amargas. Eles estavam desenterrando o passado de dor. Estão estavam fazendo incursões pelos corredores sombrios das lembranças que um dia os fizeram sofrer. Eles se lembram quando deixaram de cantar. Eles se lembram quando dependuraram suas harpas. O cativeiro havia passado, mas as memórias amargas não.

De vez em quando somos também assaltados por crises medonhas. A vida fica estranha. Perdemos a doçura da vida. Ficamos amargos, azedos, fechados. Deixamos que as circunstâncias determinem nossas emoções. Deixamos de cantar. Tornamo-nos um poço de amargura.

É fácil cantar em Sião, os cânticos de Sião. Mas, somos chamados a entoar os cânticos do Senhor no cativeiro, no aperto, debaixo da opressão, na dor, no luto, no prejuízo, na afronta, na enfermidade. Não podemos deixar que a crise nos endureça e nos torne secos.

Nossa espiritualidade não pode ficar presa só no contexto do sagrado. Tem gente que é uma bênção na igreja, canta os cânticos de Sião com exultação em Sião, mas ficam amargos e duros e praguejam diante da adversidade, dos problemas e do estranho.

Devemos cantar como Jó: mesmo no prejuízo financeiro, mesmo surrado pela dor luto, mesmo na agonia da enfermidade, mesmo diante da incompreensão conjugal, mesmo que os amigos nos façam acusações levianas. Jó disse: "O Senhor Deus deu, o Senhor Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor".


I. DESISTINDO DE CANTAR POR CAUSA DAS LEMBRANÇAS AMARGAS DA CRISE (Sl 137.1-4)

Judá tinha se desviado de Deus. Homens maus se levantaram em Jerusalém como Acaz e Manassés. O povo deixou a lei de Deus. Deus levantou profetas, mas o povo perseguiu a uns e matou a outros. A nação se corrompeu. Os ricos oprimiam os pobres; os juízes por suborno vendiam sentenças para oprimir os fracos. Então, Deus trouxe a Babilônia e entregou Jerusalém nas mãos de Nabucodonosor. O povo foi levado para uma terra estranha. Eles perderam suas terras, sua pátria, sua liberdade, sua famílias. São agora escravos em terra estrangeira. Que tipo de crise eles enfrentaram?


1. Enfrentaram a crise da desinstalação (Sl 137.1)


"Às margens dos rios da Babilônia".

Eles estão onde não gostariam de estar, pisando um chão onde não gostariam de pisar. Eles foram arrancados do seu lar. Seus vínculos foram quebrados. Tudo que eles amavam foi violentado. Perderam suas raízes.

A vontade deles não foi respeitada. Não são livres. São tratados como coisas, como objetos. Perderam seus bens, suas casas, suas famílias, seu templo, sua cidade, sua cidadania. Foram despojados.

O verso 3 diz: "… aqueles que nos levaram cativos". Eles se tornaram impotentes para reverter a situação.

"… os nossos opressores" = Opressão é serviço pesado, ausência de riso, é cerco permanente, é muro por todos os lados, é esgotamento de todos os recursos.

Talvez você também desistiu de cantar e dependurou suas harpas porque você está onde não gostaria de estar, fazendo o que não gostaria de fazer. Sua vida foi virada de cabeça para baixo.


2. Enfrentaram a crise da apatia coletiva (Sl 137.1)


"Nós nos assentávamos…".

Apatia é desânimo crônico. É morte da esperança. É aceitação passiva da derrota. É a decretação do fracasso. Apatia é desistir de lutar, é se dar por vencido. É aceitar o caos com naturalidade.

Apatia é apostar que a crise é imutável, que as tragédias são irremediáveis, que nada nem ninguém dá jeito no caos.

Eles não se assentam para formularem uma estratégia de reação diante do barbarismo histórico. Eles se assentam para contemplarem a tragédia, para flertarem com a miséria. Eles só olham na direção do nada. Eles se assentam para achar que não existe mais solução; não existe mais volta nem retorno.

Falta sonho para sonhar. Falta esperança para esperar. Falta amanhã na tragédia do hoje. Sentar-se desse jeito é adaptar-se ao desespero, é acomodar-se a um suicídio cotidiano.

A apatia era coletiva. Não é uma pessoa apenas, mas todos estão apáticos. Não existe ninguém para desneurotizar essa gente. Todos estão desanimados.



3. Enfrentaram a crise da melancolia (Sl 137.1)


"… e chorávamos".

Tudo ao redor deles estava empapuçado de dor e tensão. Juntos, eles fazem o coral do gemido, a orquestra do lamento, a sinfonia do soluço. Eles não cantam. Eles não sonham. Eles não planejam. Eles não reagem. Eles se entregam. Eles se capitulam. Eles só sabem curtir a sua dor incurável.

Tem gente que não reage diante da dor da vida. Só vive lamentando, chorando, curtindo suas mágoas.



4. Enfrentaram a crise da nostalgia (Sl 137.1)


"… lembrando-nos de Sião".

Esses israelitas não fizeram como Daniel. Este deixou marcas de Deus na terra da idolatria. Daniel resolveu ser uma bênção da Babilônia antes da Babilônia azedar sua alma. A espiritualidade de Daniel não era geográfica. Não se limitava a Sião, à igreja, ao templo. Ele não vivia de saudosismo. Ele não sacralizou o passado nem satanizou o presente. Ele resolveu andar com Deus na Babilônia e cantar os cânticos do Senhor em terra estranha.

Os israelitas deixaram de cantar e testemunhar na Babilônia porque a nostalgia de Sião os dominou. Eles estão amargos com o presente porque não deixaram o passado no passado.

Deixar de cantar na crise é negar a fé, é renunciar o testemunho, é viver o projeto da anti-espiritualidade.


II. DESISTINDO DE CANTAR POR CAUSA DA FALTA DE PERDÃO (Sl 137.5-9)

Se a minha espiritualidade interrompe o meu cântico diante da injustiça e da opressão; se dependuro minhas harpas em terra estranha; se minha liturgia só é prestada dentro dos muros de Sião, ela não passa de uma espiritualidade teatral e cênica.

Há muitos hoje que vivem uma espiritualidade mística, de monte, de vigília, de acampamento, de congressos, mas que não traduz essa espiritualidade em vida na hora da opressão. Só cantam os cânticos de Sião em Sião.

Os versículos 5-9 revelam que eles desistem de cantar porque desistem de perdoar. O texto está empapuçado de violência, do desejo de vingança. Eles ficaram amargos, revoltados, cheios de ódio. Até seus opressores pediram para eles serem alegres. Eles estão como um boldo existencial, vivendo a espiritualidade do absinto.

Eles vivem em função do que foi, do que era, do que passou, aconteceu, mas que já deixou de ser.

Eles moram na SAUDADE. Vivem de reminiscências. Só curtem o passado, enfurnados num tempo que o vento levou. Agora tudo está sem gosto. Eles vivem o saudosismo de Casimiro de Abreu:

Oh! Que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais.


Tem gente que vive só do passado. A lembrança nostálgica do ontem lhes rouba o entusiasmo para viver hoje. Nada mais vale a pena, nada desafia. Entra-se na neurose da lembrança de pessoas, de circunstâncias e de coisas que já não voltam mais.

O povo judeu tinha uma religiosidade forte. Tinha o melhor sistema doutrinário do mundo. Tinha uma teologia da História. Conhecia as intervenções libertárias de Deus, mas agora, sua religiosidade está morta, não cantam na crise.

Eles só cantam em Sião quando tudo está bem. Eles não sabem cantar em terra estranha. Eles não sabem celebrar no aperto da história.

No versículo 2, eles aposentam as harpas, instrumentos usados para cantar canções de alegria e festividade. A fé deles é circunstancial. Só cantam em Sião.


1. A primeira vez que olham para o futuro é para desejar a tragédia e destruição de seus inimigos (Sl 137.8)

Eles viviam o tempo todo ligados à nostalgia (v. 1), lembrando de Sião.

Eles agora olham para o amanhã e fazem do mesmo sócio da tragédia = querem que o amanhã chegue de mãos dadas com o que mata, arrasa, destrói. Eles querem um HOLOCAUSTO.

Seu futuro é de ódio. Por isso profetizam o trágico, de forma irremediável. "Que hás de ser destruída".

Eles não deixam a possibilidade de mudança de arrependimento para a Babilônia.

Eles sonham com o caos irremediável. Eles se colocam na contramão de toda espiritualidade. Eles perdem a capacidade de amar e perdoar.


2. Eles registram psicologicamente o trágico e vivem presos historicamente a ele (Sl 137.7)


"… do dia de Jerusalém".

Eles estão presos ao DIA da tragédia, ao dia da dor, do saque, da espoliação, do massacre, da desinstalação de Sião. Eles se lembram da covardia dos Edomitas que os esperavam nas encruzilhadas para matá-las em sua fuga desesperada. Eles se lembravam das palavras de alegria dos Edomitas enquanto eles eram perseguidos e mortos.

Eles não perdoam. Eles não têm paz. Eles não esquecem esse dia que foram agredidos. A ferida está aberta e sangrando.


3. Eles registram não apenas o dia da tragédia como também as verbalizações de agressividade dirigidas a eles (Sl 137.7b)


"… arrasai, arrasai-a até os fundamentos".

Eles guardaram no cofre da psique tudo que foi falada contra eles.

Hoje tem muita gente presa ao DIA em que o marido agrediu, bateu, machucou, saiu de casa. Gente presa ao dia em que descobriu que a esposa tinha um caso, que o filho estava envolvido com drogas, que o amigo tinha traído, que o sócio deu um prejuízo.

Tem gente que vive agendando o dia da desgraça na vida dos outros.


4. Eles acabam tendo um conceito estúpido do que significa ser feliz na vida (Sl 137.8,9)

A violência é motivo para chorar, para se entristecer, e não para ficar alegre e feliz.

Essa é uma inversão de valores e da espiritualidade. Os israelitas tornaram-se duros, desumanos, cruéis, iguais aos seus inimigos.

a) Eles vivem a neurose da vingança (Sl 137.8)

Eles querem vencer o mal com o mal.

Eles querem pagar o ódio com o ódio.

Quem odeia, quem não perdoa não consegue cantar.


b) Eles desejam o mal até mesmo contra quem não tinha feito nada contra eles (Sl 137.9)

Eles querem que os filhos dos babilônicos sejam trucidados, esquartejados. Eles transferem seu ódio para uma outra geração. Eles projetam sua mágoa para aqueles que não lhes fizera nenhum mal.

Quem nutre ódio não sabe nada de louvor ao Deus de amor.


5. Eles estão com as harpas dependuradas, sem os cânticos de Sião, cheios de ódio e desejo de vingança porque tinham uma relação institucional com Deus e não pessoal (Sl 137.5,6)

Eles vivem a institucionalização da fé. Tudo tem a ver com Jerusalém, com Sião. A maior alegria deles não é Deus, é Jerusalém. A saudade deles não é de Deus, é de Sião (v.1).

A destruição de Jerusalém passou por uma confiança errada e falsa no templo, no culto, nas cerimônias em vez de colocarem sua confiança em Deus (Jr 7.4-7).

A única vez que eles se lembram de Deus é para pedir destruição para fazê-lo sócio de seus sonhos de vingança (v. 7).

Tem muita gente amarga hoje, que morre pela igreja, mas não vive para o Senhor. Defende até à morte sua religião, mas não desempenha uma intimidade com Deus. Exemplo: Os fariseus acusavam Jesus de quebrar a lei, curando no sábado na sinagoga, mas não se apercebiam que estavam cheios de ódio tramando a morte de Jesus na sinagoga.

Ilustração: Dona Beija em Araxá, MG, recebe de sua desafeta uma. Bandeja de estrume e devolve um bouquet de flor, com o bilhete: "Querida, na vida cada um dá o que tem".


III. OBSERVANDO MOTIVOS NA VIDA PARA CANTAR


1. Eles estavam às margens dos rios da Babilônia (Sl 137.1)

Eles não estavam num deserto. Estavam perto dos rios (Eufrates e Tigre), lugares férteis, cheios de verdor e de fartura. A vida não estava tão dura assim. Eles é que estavam duros. Estavam olhando para a vida de forma vesga.

Os recursos não haviam se esgotado. Eles tinham água, tinham vida, tinha sobrevivência.


2. Eles tinham sombra para o descanso (Sl 137.2)

Eles tinham sombra, descanso, refrigério. Os salgueiros eram árvores frondosas das grandes e úmidas planícies da Babilônia. Eles não vêem a bondade de Deus nem discernem o propósito da disciplina de Deus.

Olhe ao seu redor. Deixe de reclamar. Pare de murmurar. Dê um basta nesta hemorragia de murmuração.

Isaías 54.1 diz: "Canta alegremente, ó estéril" = Deus nos convida a cantar no estranho, na agenda do absurdo.

Marcos 14.22-26, Jesus cantou um hino na cena da Ceia. A hora era dramática. Era o momento dele entregar seu corpo, dar o seu sangue, enfrentar a traição, viver a ausência da amizade, ser escarnecido, espancado. Ainda assim, ele canta em vez de praguejar.

Atos 16.25 = Paulo e Silas mesmo surrados, esfolados e agredidos cantam na cadeia sem mágoa porque sabiam que Deus converte até as tragédias para o nosso bem.

A última palavra é de Deus e não do carrasco. Não perca a doçura da vida. Deus é quem dirige tudo. Faça da vida uma canção de glória ao Salvador. Tire agora mesmo as suas harpas dos salgueiros e entoe uma canção ao Senhor!


Rev. Hernandes Dias Lopes


Você Está Com Raiva De Deus? (Are You Mad at God?)

Por David Wilkerson 16 fevereiro 1998

Creio que não há nada mais perigoso para um cristão do que carregar ressentimento contra Deus. Contudo, estou chocado pelo crescente número de crentes que encontro, e que estão irritados com o Senhor. Eles podem não admitir como tal - mas no íntimo, estão mantendo um tipo de amargura contra Ele. Por que? Eles acham que Ele não está interessado em suas vidas ou em seus problemas! Estão convencidos que Ele não Se interessa - porque Ele não respondeu à uma oração em particular ou porque não agiu a seu favor.
Recebi há pouco uma carta de um jovem que está preso em uma cadeia, em um dos estados do sul do país. Este moço condenado pela justiça foi no passado um cristão consagrado - mas agora ele diz que está com raiva de Deus. Eis as suas palavras:
"Estou enfiado em um buraco no meio do inferno - e creio que Deus vai me deixar aqui! Houve uma época quando quis seguir a Cristo de todo o meu coração. Mas havia um pecado que me oprimia - um pecado sexual. Eu tentava me arrepender, mas isso nunca deu certo. Eu lia minha Bíblia, estudava e orava - mas não adiantava. O meu pecado sempre era quem comandava. E agora estou preso em uma cadeia por muito tempo, devido a ele."
"Desisti da luta espiritual. Parece que não adianta se esforçar. Deus livrou-me das drogas e do álcool quando eu era um recem-convertido. Mas, por que Ele não levou a minha luxúria sexual?"
Todas as páginas da carta deste homem eram cheias de amarguras contra Deus. Ele havia permitido que o seu ressentimento se transformasse em uma ira totalmente exposta!
Vejo uma ira igual, entre um número crescente de ministros em várias denominações. Eles ficaram desiludidos, desgastados, zangados com Deus - e agora estão abandonando os seus chamados. Quando se lhes pergunta por que, eles respondem:
"Eu fui diligente, fiel ; eu dei o melhor de mim. Mas quanto mais eu me esforçava, menos resultados eu via. A minha congregação não era reconhecida. E todas as minhas orações pareciam ser em vão. Chegou uma hora em que tudo aquilo que eu pregava soava falso, pois que não estavam funcionando na minha própria vida. Agora estou deixando o ministério até que eu consiga resolver estas coisas."
Tenho aprendido ao longo dos anos, que muito poucos ministros deste tipo alguma vez voltarão. Por que? porque eles se agarram com muita força à sua irritação contra Deus! Dizem: "Eu fiz tudo certo. Mas não aconteceu nada da maneira que eu esperava. Fui fiel a Ele - mas Ele falhou para comigo!"
O Terrível Perigo E As Amargas Conseqüências De Se Guardar Amargura
Contra Deus, Chegaram Às Minhas Mãos Recentemente!
Não há muito tempo atrás, resolvi ler uma biografia de missionários intitulada "Aggie" - e não consegui largá-la. Esta surpreendente história apertou o meu coração, e acabei a sua leitura em uma só sentada. Gostaria de resumir a sua história aqui para vocês - porque ela ilustra de maneira viva, o poder destrutivo da raiva cheia de amargura no coração do crente.
Em 1921, dois jovens casais de Estocolmo, na Suécia, responderam ao chamado de Deus para o campo missionário africano. Eram membros da Igreja Pentecostal Filadélfia, a qual enviava missionários para o mundo todo. Durante um especial culto missionário, estes dois casais receberam um chamamento para irem para o Congo Belga, que agora é o Zaire.
Os seus nomes eram David e Svea Flood, e Joel e Bertha Erickson. Svea Flood media apenas um metro e quarenta e dois centímetros de altura, e era uma cantora bem conhecida na Suécia. Mas os dois casais abandonaram tudo para oferecer as suas vidas para o evangelho.
Ao chegar ao Congo Belga, estabeleceram contato com o posto missionário local. A seguir, pegaram facões de mato e literalmente foram abrindo caminho para dentro do interior do Congo, infestado de insetos. David e Svea tinham um filho de dois anos, David Jr., e eles tinham de carregá-lo nas costas. Ao longo do caminho, as duas famílias pegaram malária. Mas, continuaram indo adiante com um grande zelo, prontos para serem mártires pelo Senhor.
Finalmente, chegaram à uma certa aldeia no interior. No entanto, para sua surpresa, o povo não permitiu que eles entrassem. Disseram aos missionários: "Não podemos permitir a entrada de nenhuma pessoa branca aqui, pois isso será ofensa para os nossos deuses." Então as famílias dirigiram-se para uma segunda aldeia - mas lá também foram rejeitados.
À estas alturas, não havia mais aldeias na região. As famílias esgotadas não tinham escolha a não ser se fixarem naquele local. Então, abriram uma clareira no meio da floresta de um monte, e construíram cabanas de barro, nas quais estabeleceram os seus lares.
Com o passar dos meses, todos eles começaram a sofrer de solidão, de doenças e de desnutrição. O pequeno David Jr. se tornou enfermiço. E eles não possuíam quase nenhum relacionamento com quaisquer dos aldeãos.
Finalmente, após cerca de seis meses, Joel e Bertha Erickson resolveram voltar para o posto missionário. Eles insistiram para que a família Flood fizesse o mesmo, mas Svea não podia viajar, pois havia ficado grávida recentemente. E agora a sua malária havia piorado. Além de tudo isto, David disse: "Desejo que a minha criança nasça na África. Eu vim para dar a minha vida aqui." Então, a família Flood simplesmente se despediu, e os seus amigos iniciaram a volta de cento e sessenta quilômetros, abrindo caminho pelo mato.
Durante vários meses Svea suportou uma febre que produzia delírios. Contudo, durante todo aquele tempo, ela fielmente ministrou a um menininho que veio para os ver, procedente de uma das aldeias que havia por perto. O menino foi o único convertido da família Flood. Ele trazia as frutas da família, e à medida que Svea lhe ministrava, ele simplesmente sorria de volta para ela.
Com o tempo, a malária de Svea se agravou tanto, que ela precisou ficar acamada. Ao chegar o tempo para nascer a criança, ela deu à luz uma saudável menina. Mas em uma semana, a mãe veio a falecer. Em seus últimos momentos, ela cochichou para David: "Dê o nome de Aina para a nossa filha." E então, morreu.
David Flood foi profundamente abalado pela morte de sua esposa. Reunindo todas as suas forças, ele pegou uma caixa de madeira e fez um caixão para Svea. A seguir, em uma primitiva sepultura nas encostas da montanha, ele enterrou a sua amada esposa.
Ao se colocar de pé ao lado da sepultura dela, ele olhou para o seu menino ao lado dele. Aí, ouviu o choro de sua filha recém-nascida, na cabana de barro. E de repente, a amargura encheu o seu coração. Uma ira cresceu dentro dele - e ele não conseguia a controlar. Ele entrou em fúria, gritando: "Por que o Senhor permitiu isto, Deus? Nós viemos aqui para dar as nossas vidas! A minha esposa era tão bonita, tão talentosa. E aqui ela jaz, morta com vinte e sete anos de idade."
"Agora, tenho um filho de dois anos que eu mal posso cuidar, e ainda mais esta bebezinha. E após mais de um ano nesta selva, tudo o que podemos mostrar como resultado é um garotinho da aldeia, que provavelmente nem entende o que temos lhe falado. O Senhor falhou comigo, Deus. As nossas vidas foram desperdiçadas!"
Nesta ocasião, David Flood empregou alguns homens das tribos locais como guias, e levou os seus filhos para o posto missionário.Ao ver a família Erickson, ele deixou escapar raivoso: "Vou me embora! Não posso cuidar destas crianças sozinho. Eu vou levar o meu filho comigo de volta para a Suécia - mas vou deixar a minha filha aqui com vocês." E assim, ele deixou Aina para que os Ericksons a criassem.
Durante a viagem de volta para Estocolmo, David Flood ficou sobre o convés do navio se agitando com Deus. Ele havia dito a todo mundo que estava indo à África para ser mártir - para ganhar as pessoas para Cristo, sem importar quais fossem os custos. E agora ele estava de volta como um homem derrotado e arrasado. Ele acreditava que havia sido fiel - mas que Deus o havia recompensado com total negligência.
Quando chegou a Estocolmo, ele resolveu se dedicar aos negócios de importação para fazer fortuna. E ele preveniu a todos em torno dele para nunca mencionar Deus na sua presença. Quando isto acontecia, ele entrava em fúria, e as veias saltavam do seu pescoço. Com o tempo, ele começou a beber intensamente.
Pouco depois de ele deixar a África, os seus amigos Erickson faleceram de repente (possivelmente envenenados pelo chefe da aldeia local). Então, a pequena Aina foi entregue a um casal americano - algumas pessoas queridas, que eu conheço, chamadas Arthur e Anna Berg. A família Berg levou Aina consigo para uma aldeia chamada Massisi, no norte do Congo. Lá, começaram a chamá-la de "Aggie". E logo a pequena Aggie aprendeu a língua swahili e brincava com as crianças do Congo.
Ficando só a maior parte do tempo, Aggie aprendeu a brincar de jogos de imaginação. Ela imaginava que tinha quatro irmãos e uma irmã, e deu a todos eles nomes imaginários. Ela arrumava a mesa para os seus irmãos, e conversava com eles. E imaginava que a sua irmã estava continuamente procurando por ela.
Quando a família Berg foi de férias para a América, eles levaram Aggie com eles, para a região de Mineápolis. Com o desenrolar dos acontecimentos, eles acabaram ficando lá. Aggie cresceu, e casou-se com um homem chamado Dewey Hurst, o qual mais tarde tornou-se o diretor da Faculdade Bíblica do Noroeste, a escola das Assembléias de Deus na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos.
Durante Alguns Anos Aggie, Já Adulta, Tentou Fazer Contacto Com
O Seu Pai - Porém Sem Resultados!
Aggie nunca soube que o seu pai havia se casado novamente - desta vez com a irmã mais nova de Svea, uma pessoa que não servia a Deus. E agora, ele tinha cinco filhos além de Aggie - quatro filhos e uma filha (exatamente como Aggie havia imaginado). Nesta época David Flood havia se tornado um alcoólatra crônico, e com grave perda da visão.
Durante quarenta anos Aggie tentou localizar o seu pai - mas as suas cartas nunca foram respondidas. Finalmente a escola bíblica concedeu à ela e ao seu marido passagens de ida e volta para a Suécia. Isso daria a ela a oportunidade de encontrar o seu pai pessoalmente. Após haverem cruzado o Atlântico, o casal passou um dia de parada temporária em Londres. Eles resolveram fazer uma caminhada, e então andaram pelo auditório do Royal Albert Hall. Para a sua alegria, lá estava ocorrendo uma convenção de missões pentecostais das Assembléias de Deus. Eles entraram, e ouviram um pregador negro testificando a respeito da grande obra que Deus estava fazendo no Zaire - o Congo Belga!
O coração de Aggie saltava. Após a reunião, ela se aproximou do pregador e perguntou: "O senhor alguma vez conheceu os missionários David e Svea Flood?" Ele respondeu: "Sim. Svea Lord me levou ao Senhor quando eu era um garotinho. Eles tinham uma filha bebezinha, mas eu nunca soube o que sucedeu à ela." Aggie exclamou: "Eu sou a menina! Eu sou Aggie - Aina!"
Quando o pregador ouviu isto, ele apertou as mãos de Aggie, abraçou-a e chorou de alegria. Aggie mal podia acreditar que este homem era o garotinho convertido, a quem a sua mãe havia ministrado. Ele havia crescido e se tornado um evangelista missionário para o seu próprio país - o qual agora incluía 110.000 cristãos, 32 postos missionários, várias Escolas Bíblicas e um Hospital de 120 leitos.
No dia seguinte Aggie e Dewey partiram para Estocolmo - e a notícia de que eles estavam chegando já se espalhara. Á estas alturas, Aggie sabia que tinha quatro irmãos e uma irmã. E para a sua surpresa, três dos seus irmãos foram saudá-la no hotel. Ela perguntou a eles: "Onde está David, o meu irmão mais velho?" Eles simplesmente apontaram para o lobby em direção à uma figura solitária, sentada sobre uma cadeira. O seu irmão, David Jr., era um homem enrugado, de cabelos grisalhos. Igual ao seu pai, ele havia se tornado amargurado, e quase destruiu a sua vida com o álcool.
Quando Aggie perguntou a respeito de seu pai, os seus irmãos se ruborizaram com raiva. Todos eles o odiavam. Nenhum deles falava com ele já há alguns anos.
Aí, Aggie perguntou: "E a minha irmã?". Eles lhe deram um número telefônico, e Aggie imediatamente fez a ligação. A sua irmão atendeu o telefone - mas quando Aggie disse quem ela era, a linha subitamente desligou. Aggie tentou ligar novamente, mas não obteve resposta.
Em pouco, contudo, a sua irmã chegou ao hotel, e lançou os seus braços em torno dela. E lhe disse: "Eu sonhei com você a minha vida toda. Eu costumava abrir um mapa mundi na mesa, colocar um carrinho de brinquedo sobre ele, e fingia que dirigia por toda parte para lhe achar."
A irmã de Aggie também desprezava o seu pai, David Flood. Mas prometeu ajudar Aggie a encontrá-lo. Então, saíram de carro em direção à uma região empobrecida de Estocolmo, onde entraram por um edifício deteriorado. Quando bateram à porta, uma mulher as recebeu.
Lá dentro, garrafas de bebidas alcoólicas estavam caídas por toda parte. E deitado sobre uma cama-de-vento em um canto, estava o seu pai - o antigo missionário David Flood. Ele agora tinha setenta e três anos de idade e sofria de diabetes. Ele também havia sofrido um derrame cerebral, e tinha catarata em seus dois olhos.
Aggie pulou para o seu lado, gritando: "Papai, sou a sua filhinha - aquela que o senhor deixou na África. "O velho virou e olhou para ela. Lágrimas formaram-se em seus olhos. Ele respondeu: "Eu jamais desejei entregar você para os outros. Eu simplesmente não conseguia cuidar de vocês dois." Aggie respondeu: "Tudo bem, papai. Deus cuidou de mim."
Subitamente, o rosto de seu pai se cobriu de trevas. "Deus não cuidou de você!" ele vociferou. "Ele arruinou com toda a nossa família! Ele nos levou para a África, e a seguir nos atraiçoou. Não houve nenhum resultado do tempo que passamos lá. Foi um desperdício de nossas vidas!"
Aggie então contou-lhe a respeito do pregador negro que ela acabara de encontrar em Londres - e de como o país havia sido evangelizado através dele. "É tudo verdade, papai", ela dizia. "Todo mundo está sabendo a respeito daquele garotinho que se converteu. A história chegou a todos os jornais."
De repente o Espírito Santo caiu sobre David Flood - e ele se quebrantou. Lágrimas de dor e arrependimento desceram pelo seu rosto - e Deus o restaurou.
Pouco tempo após o encontro deles, David Flood morreu. E apesar de haver sido restaurado para o Senhor, ele deixou atrás dele apenas ruinas. Além de Aggie, o seu legado eram cinco filhos - nenhum deles salvo, e todos tragicamente amargurados.
Aggie escreveu toda a história. No entanto, enquanto trabalhava nisto, ela desenvolveu câncer. Logo após haver terminado os seus escritos, ela partiu para ficar com o Senhor.
Esta Mensagem É Para Todos Aqueles Que Acham - Como David Flood -
Que Têm O Direito De Ficar Com Raiva De Deus!
David Flood representa muitos cristãos de hoje. Eles foram desapontados, rebaixados - e agora estão cheios de ira para com Deus!
A Bíblia nos dá um exemplo disto no livro de Jonas. Igual a David Flood, Jonas recebeu um chamado missionário vindo de Deus. E ele foi para Nínive para pregar a mensagem de julgamento que Deus lhe deu: a cidade seria destruída em quarenta dias.
Após haver trazido a mensagem, Jonas sentou-se sobre um monte, aguardando que Deus começasse a destruição. Mas quando os quarenta dias passaram, nada aconteceu. Por que? Nínive se arrependera - e Deus havia mudado de idéia quanto a destrui-los!
Isto deixou Jonas irado. Ele clamou: "Senhor, Tu me traístes! Tu colocastes um chamado em meu coração para vir aqui e pregar sobre o julgamento. Todos em Israel ficaram sabendo. Mas agora , Tu mudastes tudo sem me avisar. Estou parecendo um falso profeta!"
Jonas se assentou sob o sol quente amuado - irritado com Deus! Contudo, em Sua misericórdia, Deus fez nascer uma planta para proteger Jonas do calor: "...para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu desconforto..." (Jonas 4:6).
Bem, a palavra "desconforto" aqui significa "desprazer, desapontamento". Em outras palavras, Jonas estava desconfortável porque as coisas não haviam corrido como ele planejara. Deus havia mudado o Seu curso - e o orgulho de Jonas fora ferido!
É aqui que se inicia a maior parte da raiva contra Deus - com um desapontamento. Deus pode nos chamar, nos dar um objetivo e nos enviar - mas Ele pode fazer mudanças sem nos incluir em Seu plano soberano. E então, quando as coisas não correm como havíamos planejado, podemos nos sentir desorientados ou traídos.
Ao chegar este ponto, Deus compreende o nosso choro de dor e confusão. Afinal de contas, o nosso choro é humano. E não difere do clamor de Jesus sobre a cruz: "Pai, por que Me desamparastes?"
Mas, se nós continuamos a alimentar um espírito de irritação, isto produzirá ira em nosso interior. E Deus nos fará a mesma pergunta que fez a Jonas: "É razoável esta tua ira...?" (v. 9). Em outras palavras: "Você acha que tem o direito de ficar zangado?"
Jonas respondeu: "Eu tenho todo o direito de ficar zangado, até o dia em que eu morrer!"; "...Ele respondeu: É razoável a minha ira até a morte" (mesmo verso). Aqui estava um profeta que estava tão exasperado, tão irritado, tão cheiro de ira para Deus, que disse: "Não me importa se eu viva ou morra! O meu ministério é um fracasso. E todo o meu sofrimento foi em vão. Passei três dias e três noites no ventre malcheiroso daquela baleia - para que? Deus mudou tudo o que se relacionava comigo. Tenho todo o direito de estar zangado com Ele!"
Muitos cristãos são iguais a Jonas - acham que têm o direito de estarem com raiva de Deus. Eles pensam: "Eu oro, eu leio a minha Bíblia, obedeço à palavra de Deus. Então, por que vieram sobre mim todas estas lutas? Por que é que eu não vejo as bênçãos que Deus me prometeu? Ele falhou comigo!"
O Maior Perigo Em Se Alimentar Ira E Irritação Para Com Deus,
É Que Se Pode Acabar Caindo Para Fora Do Ponto De Consolação!
É possível você chegar a um ponto, aonde você não será mais capaz de ser tocado. Este é o ponto aonde nada e ninguém pode lhe consolar!
Jeremias escreveu: "...Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles, porque já não existem" (Jer. 31:15).
Na época que Jeremias escreveu isto, Israel estava sendo levado para o cativeiro pelos assírios. Os seus lares haviam sido queimados e destruídos, e todas as suas vinhas foram danificadas. Jerusalém fora reduzida à uma pilha de entulho. Em toda volta, não se via senão ruina e desolação. Então Jeremias usou Raquel - uma ancestral de Israel - como sendo aquela personagem em prantos, tão perturbada por ver os seus filhos sendo levados, que nada poderia lhe confortar.
Em essência, Jeremias estava dizendo que estes israelitas que se lamentavam, haviam se aprofundado na amargura - e que eles estavam além do limite de qualquer tipo de consolo! Jeremias não os podia confortar; não adiantava nem tentar falar com eles. Em suas mentes, Deus havia permitido que o cativeiro os vencesse - e eles tinham o direito de se amargurarem com Ele!
Contudo, o perigo está aqui. Quando armazenamos as nossas inquirições e as nossas queixas por muito tempo, elas se transformam em irritação. Aí a nossa irritação se transforma em amargura. E finalmente, a nossa amargura se transforma em raiva. Ao chegar a este ponto, nós não damos mais ouvidos à reprovação. A palavra de Deus não tem efeito sobre nós. E ninguém - nenhum amigo, pastor ou cônjuge - pode nos alcançar. Nós bloqueamos toda a insistência do Espírito.
Para Aqueles Que Admitem Estar Próximos Ou Mesmo Já Passaram
Do Ponto De Recusa Da Consolação, Há Boas Notícias!
A palavra de Deus diz que há esperança! "Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro e as lágrimas de teus olhos; porque há recompensa para as tuas obras, diz o Senhor, pois os teus filhos voltarão da terra do inimigo" (Jer. 31:16). Em outras palavras: "Pare de chorar - pare de se queixar. Eu vou lhe recompensar pela sua fidelidade!"
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (I Cor. 15:58). Amados, os seus prantos e as suas orações não foram em vão! Toda a sua dor e todas as suas lágrimas foram com um propósito.
Deus está lhes dizendo: "Vocês pensam que tudo acabou. Vocês enxergam unicamente as suas circunstâncias - o fracasso, a ruína, a falta de resultados. Aí vocês dizem: 'Cheguei ao fim.' Mas Eu lhes digo que é o início! Tenho diante de Mim a recompensa que estou prestes a derramar sobre vocês. Tenho coisas boas em mente no tocante a vocês - coisas maravilhosas. Então, parem com o seu choro!"
Prezado santo, permita que o Espírito de Deus cure toda a sua amargura, a sua raiva, a sua ira - antes que ela destrua você! Você pode estar vendo apenas ruina em sua vida - mas Ele vê a restauração! Permita que Ele lhe restaure agora da desolação que o cerca. Ele tem apenas coisas boas em mente para você - porque Ele "...se torna galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11:6).

Você pode mudar a sua história

Daniel 1
INTRODUÇÃO
O começo do cativeiro de Daniel é dado como "o terceiro ano" do reinado de Jeoaquim. Os críticos gostam de se referir a esta passagem como prova de contradição, porque Jeremias 25:1 diz "o quarto ano de Jeoaquim foi o primeiro ano de Nabucodonosor". Porém não ocorre contradição aqui. Jeremias estava falando do ponto de vista hebreu enquanto Daniel estava falando do ponto de vista babilônio. Os babilônios não contavam o ano no qual um homem se tornava rei enquanto um ano inteiro de reinado não era completado, enquanto os hebreus consideravam qualquer parte do ano da ascensão como o primeiro ano.
Portanto, o quarto ano hebreu era equivalente ao terceiro ano babilônio. 1:2 Antes da invasão de Jerusalém, Nabucodonosor tinha derrotado o Egito em Carquêmis, o que provou claramente que a Babilônia era o poder dominante (Jeremias 46:2). Ele perseguiu os egípcios até o sul de Jerusalém onde ele soube da morte de seu pai. Então retornou à Babilônia para assumir o trono, mas levou consigo alguns cativos judeus e tesouros do templo para a terra de Sinar, que é a área da Babilônia também conhecida como Caldéia.
"O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim". Nabucodonosor não teria sucesso se não fosse permitido por Deus "E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo;" Jeremias 27:6). Isto dá o tom do tema da profecia de Daniel: "Deus tem domínio sobre o reino dos homens".
Não nos é dito quantos cativos foram levados desta vez; somente que Daniel, Hananias, Misael e Azarias estavam entre eles. Lembramos esta data (605 a.C.) como o começo do cativeiro de Judá. Nabucodonosor veio contra Jerusalém mais duas vezes (597 a.C. e 586 a.C.).
E o txto nos diz Nabucodonosor comissionou Aspenaz, chefe de seus servos, para selecionar alguns dos jovens judeus nobres para serem preparados na sabedoria e cultura dos caldeus. Sabemos que eram jovens, mas qual exatamente era a idade deles é incerto.
Muitos estudiosos pensam que Daniel tinha entre quatorze e vinte anos. Ele era um jovem de estatura elegante e inteligente, e agora é selecionado para um papel honroso no reino de Nabucodonosor. Estas vantagens tentariam a maioria dos jovens a serem orgulhosos e arrogantes, mas Daniel nunca esqueceu que seu primeiro dever era ser um servo de Deus!
O rei favoreceu estes jovens com alimento de sua própria mesa. Durante três anos eles deveriam receber provisões reais e educação, de modo que pudessem ser preparados para servir no governo de Nabucodonosor. E não somente foram eles iniciados nos costumes babilônios, mas também lhes foram dados nomes babilônios. Tudo isto provavelmente era destinado a ajudá-los a esquecer suas fidelidades judaicas; de fato, os novos nomes parecem referir-se a deuses babilônios.
Como Daniel prevaleceu num ambiente tão hostil? Como ele não se dobrou as circunstancias? John Locke filosofo britânico– "O homem é produto do meio." Ele é uma tábula rasa, uma folha em branco que vai sendo preenchidas pelas experiências. Não neste caso, não na vida desse servo de Deus. Ele não foi produto do meio ele não se corrompeu a iniqüidade babilônica.
Não é fácil ser puro diante de tanta sensualidade. Não é fácil ser honesto, no meio de tanta malandragem e corrupção. Não é fácil ser íntegro na escola e ficar de prova final, quando os que colam passam de direto. Não é fácil ser honesto no trabalho, quando os que roubam estão andando em carros luxuosos e você está passando dificuldades.
Vamos aprender com Daniel esta noite, côo ele conseguiu prevalecer num ambiente tão hostil:
I. Ele se recusou a seguir o mesmo caminho de fracasso dos seus contemporâneos – v. 1,2
O povo de Israel estava se desviando da verdade. Judá estava entregue à idolatria. Os reis eram homens maus. O povo não dava ouvidos à voz dos profetas de Deus. Então, veio o cerco da Babilônia. O povo confiava no templo e não no Senhor (Jr 7.7) = I Samuel 4. Deus os entregou. O templo foi saqueado, roubado. Os vasos do templo foram levados para os templos dos deuses da Babilônia. O preço do pecado é muito alto. A nação sofreu. Daniel, entretanto, confiava e continuou confiando em Deus apesar de viver numa nação que se afastava de Deus. Daniel não era fruto do meio. Nem a adversidade nem a prosperidade e o sucesso o corromperam.
II. Ele não deixou o seu coração azedar por causa dos dramas da vida. Ele decidiu superar o seu passado de dor –
O que representou a invasão de Jerusalém? Veja II Cr 36. Pais mortos, irmãs estupradas, grávidas assassinadas, nação arrasada, o templo destruído, o culto aviltado, a perda da liberdade. Muitos não superaram essa dor – Salmo 137.


1. Ele perdeu a sua identidade = Com 17 anos, sua família foi destruída, sua vida foi virada de cabeça para baixo, seu nome foi trocado- Deu é meu juiz para Príncipe de Bel. Arrancaram Daniel à força do seio da sua família, dos seus amigos. Cortaram todos as suas raízes. Romperam com todos os seus vínculos.
2. Ele perdeu a sua nacionalidade = Agora Daniel não tem mais Pátria, não tem mais governo, não tem mais bandeira. Está exilado. Sem chão, sem língua pátria, sem cultura. Tudo o que antes ele considerava importante foi jogado na lata de lixo.
3. Ele perdeu a sua liberdade = Ele foi levado cativo. Ele não é dono mais da sua vida, da sua agenda, do seu tempo, das suas escolhas, da sua vocação.
4. Ele perdeu as raízes da sua religião = O templo foi saqueado e incendiado. Os tesouros da Casa de Deus foram roubados. Os vasos e os jarros sagrados agora eram usados em bacanais na Babilônia. Ele não tinha mais o altar, a torá, a Lei, os Sacerdotes, os Profetas, os cânticos de Sião. Agora ele recebeu um nome, que indica uma nova religião. Devia trocar Deus por Bel, o Senhor dos Exércitos por um ídolo. Agora a aculturação Babilônica devia correr em suas veias.
Apesar das tragédias sofridas, Daniel nos mostra que a vida é feita de decisões e atitudes novas – A questão não é o que fizeram comigo, mas o que eu vou fazer com aquilo que me fizeram. Melhores atitudes, maiores altitudes.
III. Resolveu rejeitar ofertas vantajosas por fidelidade a Deus, resolveu viver com fidelidade v.8
Eles puderam mudar o nome de Daniel, sua lealdade, não. Eles puderam ensinar-lhe o "conhecimento" babilônio, sua religião, não. O assunto de comer da mesa do rei envolvia sua relação com Deus. Não nos é dito por que isto "contaminaria" Daniel. Talvez fosse carne que tivesse sido sacrificada aos ídolos e comê-la teria sido visto como adoração ao ídolo ou talvez fosse comida proibida aos hebreus como imunda (Levítico 11), ou carne que tivesse sido sangrada inadequadamente (Levítico 17:14). Qualquer que fosse a razão que a faziam errada, "resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se".
Ele foi escolhido para viver uma vida de rei, tendo faculdade particular de graça, com emprego de primeiro escalão do maior império do mundo garantido. Ele foi premiado. Parecia ser uma proposta irrecusável. Mas "Todas as maçãs do diabo são bonitas, mas têm bicho."


1. Viver com fidelidade exige discernimento = Devemos discernir os princípios que estão por trás das nossas ações. Qual é o problema de comer carne e beber vinho?
Por trás daquela mesa real estava uma rendição da fé, uma participação na mesa de ídolos. O mesmo princípio hoje com respeito a sexo antes do casamento, fidelidade nos dízimos, honestidade nos negócios, santificação do seu corpo como templo do Espírito Santo.
2. Viver com fidelidade exige uma atitude firme = Tem que ser uma atitude forte, ousada, corajosa. Você tem que tomar essa decisão antes. Isso tem que ser absoluto para você. Você não pode ser guiado nem pelos aplausos nem pelo grito da multidão. (Os três amigos de Daniel disseram mais tarde que estavam prontos a morrer, mas não a transgredir. E disseram que serviam a Deus não pelo que Deus poderia fazer por eles, mas pelo caráter de Deus).
3. Viver com fidelidade exige correr riscos = Eles podiam morrer. Eles estavam arriscando a própria vida. Mas Daniel prefere correr o risco, a violar sua consciência. Prefere a morte ao pecado. Agiu com fé e por fé e Deus o honrou.
4. Viver com fidelidade exige perseverança = v.11-14 – Daniel não desiste de seu propósito diante da primeira dificuldade. Ele prossegue. Ele insiste. Ele não cogita de outra possibilidade. Exemplo: José do Egito.
5. Viver com fidelidade exige criatividade = v. 8 – Imagine se Daniel dissesse: Eu não como carne! – Mas o Rei mandou. – Azar do Rei, sou crente! Sou protestante! Ele morreria não como mártir, mas por burrice.
Daniel chega para o homem da cozinha e diz: Olha você sabe que beterraba com cenoura dá melhor resultado que carne e vinho? Faça uma experiência de 10 dias! O que você faz quando alguém lhe oferece um cigarro, ou chama você para ir a uma festa? Qual é a sua resposta quando alguém lhe oferece um trago, uma picada, ou lhe chama para ir ao Motel? Sai daqui Capeta vai pro inferno não diga isso seja criativo "Olha eu tenho algo melhor. Vamos comigo à minha igreja. Você vai sentir uma alegria diferente…" Seja criativo nos seus negócios, na sua empresa, no seu casamento."
6. Viver com fidelidade exige boas amizades = Apertados pelo mandato do rei, correm para seus companheiros e eles juntos vão buscar a Deus em oração. "Pessoas precisam de Deus, mas pessoas precisam também de pessoas." Precisamos de alguém para abrir o coração. Para servir de suporte. Quem é que está ajudando você a viver a vida cristã.
7. Viver com fidelidade é estar convencido de que Deus vai abençoá-lo pelo fato de você ser fiel a ele = v. 11 = Faça um teste com Deus. Na sua vida de oração, do dízimo, no casamento! Deus é fiel. Não negocie a sua fidelidade a Deus, o Senhor é fiel. Não deixe a amargura tomar conta do seu coração pelas injustiças sofridas, Deus é fiel. Não deixe que o sucesso suba à sua cabeça, Deus é fiel. Não seja produto do seu meio, fique firme Deus é fiel.
CONCLUSÃO
Aprendemos com Daniel três princípios:
1. Firmeza em pequenas coisas nos preparam para maiores vitórias. Mais tarde Daniel pode enfrentar a cova dos leões. Pessoas caem em pecados sérios somente porque aprenderam a tolerar pecados menores.
2. Foram aprovados com destaque no exame feito pelo Rei. Deus honra aqueles que o honram. Deus lhes deu inteligência, capacidade, entendimento.
3. Daniel foi maior que a Babilônia. A Babilônia caiu, mas Daniel ficou de pé. Nabucodonozor morreu, mas Daniel continuou exercendo a sua bendita influência para outras gerações. O que as pessoas falarão a seu respeito amanhã? Que tipo de influência você deixará para as gerações futuras?